Baixo Amazonas encerra ciclo de oficinas de capacitação na região

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Movimentos socias nas atividades da oficina
 Aconteceu durante o período dos dias 25 a 27 de outubro a última oficina de capacitação do Componente III: Fortalecimento da Sociedade Civil e Movimentos Sociais do Projeto BR 163 no polo Baixo Amazonas. Com foco na questão de monitoramento e avaliação de planejamento organizacional a atividade proporcionou um rico aprendizado aos participantes sobre os conceitos e técnicas de mediação e avaliação de resultados de planejamentos e projetos organizacionais. 

Promovido pelo Centro de Estudos e Formação de trabalhadores do Baixo Amazonas (CEFT-BAM), em parceria com o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) o evento contou com a participação de aproximadamente 35 pequenos agricultores, pescadores, sindicalistas e representantes de rádios comunitárias da região. 

Segundo a avaliação dos participantes essa oficina permitiu a reflexão, o diálogo e exercício do trabalho coletivo. Eles Reforçaram, ainda, a importância desse tema no cotidiano das organizações, uma vez que debate pontos como gerenciamento de resultados. 

Para o CEFT-BAM a realização da capacitação consistiu em uma oportunidade de fortalecimento dos movimentos sociais, por meio da formação de lideranças para atuarem de forma expressiva nas entidades. 


Líderes comunitários conhecem funcionamento da Coomflona

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Lideranças vão à campo vivenciar trabalho
de cooperados da Coomflona

Representantes de entidades sociais que desenvolvem o manejo florestal comunitário, participantes do intercâmbio promovido pela Unidade Regional do Distrito Florestal Sustentável da BR-163(UR DFS) do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) conhecerem o trabalho desenvolvido pela Cooperativa Mista da Flona Tapajós Verde (Coomflona). A atividade, viabilizada pelo Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação, foi realizada na última sexta-feira, dia 21 de outubro, no km 83 da BR-163, na Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra, Pará.

Para Raimundo Nonato, representante da Cooperativa Mista Agroextrativista dos Produtores do Igarapé do Anta, essa foi a primeira vez que conheceu de forma mais detalhada o manejo comunitário florestal desenvolvido por uma cooperativa. "Sempre trabalhei com a agricultura familiar e hoje tenho a oportunidade de conhecer como funciona o trabalho do manejo florestal sustentável. As trocas de conhecimentos me motivam a buscar novas parcerias e acreditar que vai dar certo como deu com a Coomflona", destacou Nonato.

Ana Cléia Azevedo participou do intercâmbio como representante da Associação Virola Jatobá, localizada no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) III e IV de Anapú, que faz manejo florestal, oficina de móveis rústicos, artesanato de biojóias e agricultura familiar. Segundo a participante, o intercâmbio foi um importante espaço para que as associações conhecessem a organização. "Aprendemos que o início de tudo é o estatuto. Ele quem vai nortear as principais atividades. Vamos ter dificuldades como a Coomflona teve no início, mas pudemos confirmar que existe uma organização interessante", disse Ana Cléia.

Participaram do intercâmbio 16 assentados do PDS Virola Jatobá, de Anapu, PDS Igarapé do Anta, de Santarém e extrativistas das comunidades Arimum e Juçara da Reserva Extrativista (Resex) Verde Para Sempre, de Porto de Moz.

A visita à Flona do Tapajós foi o último dia da programação do Intercâmbio de Experiências de Organização Social em Atividades de Manejo Florestal Comunitário, que teve uma carga horária de 32 horas de atividade. O objetivo da iniciativa foi promover a troca de conhecimentos e experiências entre agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais sobre a gestão social do manejo florestal comunitário em áreas de florestas públicas. Os participantes puderam conferir de perto os mecanismos de gestão de um empreendimento florestal desenvolvido por comunidades, assim como as diferenças entre associação e/ou cooperativa, informações necessárias para iniciar de forma estruturada um processo de organização.

Saiba mais sobre a Coomflona

Atualmente a Coomflona é formada por mais de 150 cooperantes de 23 comunidades da Flona Nacional do Tapajós, localizadas nos municípios Belterra e Aveiro.

De acordo com o presidente da cooperativa, Sérgio Pimentel, morador há 50 anos na Comunidade de Tauari, dentro da Flona Tapajós, as discussões para criação da Coomflona iniciaram em 1999 por três associações. "Inicialmente, enquanto produtores rurais que trabalhavam de forma individual, não tínhamos muito retorno. Após as discussões e a implantação do projeto de manejo, nossa renda melhorou”, contou Pimentel.

Segundo ele, todos participantes da Coomflona sentem a diferença, do antes e do depois da cooperativa. “Quando as pessoas começam a se conscientizar, com respeito ao meio ambiente, num trabalho visando um impacto reduzido, vejo que essa é a solução para outras comunidades locais, principalmente as da Amazônia", argumentou Pimentel.

Além do manejo madeireiro, a Coomflona desenvolve trabalhos com os não-madeireiros, como a extração de óleos vegetais, reaproveitamento de madeira para a construção de móveis e a coleta de sementes para a elaboração de biojóias.

Em 2003, os comunitários foram incentivados pelo Projeto de Apoio ao Manejo Florestal Sustentável na Amazônia (Promanejo) que atuou durante 11 anos na Flona do Tapajós, por meio de financiamentos do Banco Alemão de Desenvolvimento KfW. A partir da portaria número 40/2003 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) foi autorizado o início do projeto em forma experimental. Mas em 2005, houve a aprovação de forma definitiva do desenvolvimento do manejo comunitário durante 30 anos pela Coomflona, inicialmente denominado de Projeto Ambé.

Em 2009, a cooperativa foi agraciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) com o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente (Menção Honrosa), sendo campeão na categoria "Negócios Sustentáveis". Mais de 80 projetos de diferentes regiões do Brasil concorreram ao título.

O presidente da Coomflona classifica o sucesso da organização ao valor de pertencimento ao empreendimento ambiental: "Acabou aquela relação entre patrão e empregado. Hoje, todo mundo é cooperado, todos devem trabalhar da mesma forma para as coisas darem certo. Isso é o mais importante na cooperativa, a união de todos".

GTA e Ceft-BAM promovem capacitação sobre monitoramento de projetos

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Cerca de 35 lideranças comunitárias participaram da oficina "Monitoramento e Avaliação de Projetos". A atividade, que durou três dias, 25,26 e 27 de outubro, foi promovida pelo Polo Baixo Amazonas, através do Centro de Estudos e Formação de Trabalhadores do Baixo Amazonas (Ceft-BAM), em parceria com o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), em Ponta de Pedra, no Pará. A iniciativa é do Componente 3 : Fortalecimento da Sociedade Civil e dos Movimentos Sociais do Projeto BR-163 - Floresta, Desenvolvimento e Participação.

O evento faz parte do ciclo de qualificações para as lideranças locais no acompanhamento de políticas públicas voltadas para a BR-163. O objetivo da oficina é discutir os resultados e as oportunidades de melhoria que o Projeto representou na região como pequenos agricultores, pescadores, sindicalistas e representantes de rádios comunitárias.

De acordo com João Raimundo Almeida, coordenador geral do Ceft-BAM, a atividade serviu para qualificação das lideranças para a gestão de projetos. Com a atividade, foi possível "discutir os acertos e pensar em alternativas para minimizar os erros no futuro,” afirmou Almeida.

O Componente 3: Fortalecimento da Sociedade Civil e Movimentos Sociais, do Projeto BR 163 - Floresta,Desenvolvimento e Participação é executado pelo GTA e tem apoio técnico e gestão financeira da FAO Brasil, recursos doados pela União Européia e coordenação do Ministério do Meio Ambiente.

Assassinato em Itaituba provoca revolta

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XXXXMais um assassinato de quem denunciava a extração ilegal de madeira ocorreu no último sábado, dia 22 de outubro, em Itaituba. João Chupel Primo, 55 anos, foi morto com um tiro na cabeça em seu local de trabalho, uma oficina mecânica.

XXXXEle chamava a atenção para a grilagem de terras e a extração ilegal de madeira na região. Fez várias denúncias sobre a situação na região. Os crimes que João anunciava ocorrem na Flona do Trairão e na Reserva do Riozinho do Anfrízio, que fazem parte do mosaico da Terra do Meio, com acesso pela pela BR-163.

XXXXO ICMbio, que recebeu apoio da Polícia Federal, Guarda Nacional e Exército, chegou a fazer operações na região, no entanto, a ação dos bandidos continuou provocando revolta àqueles empenhados em manter a floresta em pé.

Serviço Florestal e Coomflona promovem intercâmbio sobre organização e manejo com comunidades da região

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Encontro promove troca de conhecimentos
sobre manejo comunitário.

XXXXXDe 18 a 21 de outubro, assentados, extrativistas, comunitários, integrantes da Cooperativa Mista da Floresta Nacional do Tapajós (Coomflona) e técnicos do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estarão participado do Intercâmbio de Experiências de Organização Social em Atividades de Manejo Florestal Comunitário. O encontro será no auditório da Unidade Regional Distrito Florestal Sustentável da BR 163, no escritório da Coomflona e prática de campo no km 85 da BR 163, Flona do Tapajós, em Belterra, Pará.

A proposta vai promover a troca de conhecimentos e experiências entre agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais sobre a gestão social do manejo florestal comunitário em áreas de florestas públicas. A programação envolverá atividades que contribuam o entendimento dos mecanismos de gestão de um empreendimento florestal desenvolvido por comunidades.


De acordo com o engenheiro florestal, César Tenório, o intercambio visa promover um melhor entendimento sobre gestão de empreendimentos florestais pelas comunidades. “A iniciativa vai contribuir para que os comunitários tenham um momento de trocas de experiências e possam melhor correlacionar a execução do manejo no campo com a gestão administrativa e financeira no escritório”, disse Tenório.


Na programação de 32 horas de trabalho também serão repassados conceitos e requisitos básicos para que uma organização possa realizar o manejo florestal. As diferenças entre associação e/ou cooperativa, informações necessárias para iniciar de forma estruturada um processo de organização e quais são os documentos e rotinas administrativas e financeiras indispensáveis para atividade também constam na capacitação.


Confirmaram presenças 16 assentados do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Virola Jatobá, de Anapu, PDS Igarapé do Anta, de Santarém; e extrativistas das comunidades Arimum e Juçara da Reserva Extrativista (Resex) Verde Para Sempre, de Porto de Moz.


A atividade está sendo viabilizada pelo Projeto BR-163 - Floresta, Desenvolvimento e Participação, cuja execução é do Ministério do Meio Ambiente, com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (ONU/FAO Brasil) e recursos doados pela Comissão Europeia.


O Projeto tem por objetivo contribuir para a diminuição do desmatamento na área de influência da rodovia Cuiabá-Santarém, por meio de ações voltadas ao fortalecimento do Distrito Florestal Sustentável da BR-163, à estruturação de cadeias produtivas sustentáveis e ao fortalecimento da sociedade civil e dos movimentos sociais.


Entidades executoras do Projeto BR-163 apresentam propostas em Santarém

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Instituições que darão seguimento ao Componente 2 - Apoio
às Cadeias Produtivas Locais
A empresa júnior do Programa de Agrofloresta da Universidade Federal do Oeste do Pará, a Consultoria e Serviço Florestal (Consflor), o Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia (Inea) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), realizarão diversas ações do Componente 2: Apoio às Iniciativas de Produção Sustentável do Projeto BR-163: Floresta, Desenvolvimento e Participação. As atividades, que serão realizadas até o segundo semestre de 2012 em municípios da área de influência da BR-163.

Após uma rodada de reuniões realizada entre os dias 13 e 14 deste mês com as organizações e a coordenação do Projeto BR-163, dentre as principais decisões tomadas, foi firmada uma agenda de trabalho nas comunidades em que cada entidade atuará.

Para o coordenador nacional do Projeto BR-163, Pedro Bruzzi Lion, foi possível compartilhar os planos de trabalho das organizações que irão executar o Componente 2. “O projeto agora terá seus três componentes em plena execução, o que é muito bom para todos que são envolvidos pelo projeto," comentou. Os outros componentes são o 1: Manejo Florestal Sustentável e o 3: Fortalecimento da Sociedade Civil e dos Movimentos Sociais.

Para Edivan Carvalho, técnico em agropecuária do Ipam, será uma oportunidade de se desenvolver a agricultura familiar apoiando iniciativas produtivas com a possibilidade de se mostrar uma nova forma de produção. “Será rica essa experiência, será um desafio muito grande, mas que vai poder atender uma demanda dos amazônicos”, afirmou Carvalho.

O “Componente 2 - Apoio às Cadeias Produtivas Locais” do Projeto BR-163 irá incentivar práticas produtivas ligadas aos sistemas integrados de produção e a realização de estudos sobre cadeias produtivas de produtos da sociobiodiversidade. É coordenado pelo Departamento de Zoneamento Territorial da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

Projeto BR-163 proporciona experiência profissional para estudantes da Ufopa

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Projeto BR-163 e acadêmicos da UFOPA
Uma das inovações que o Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação está promovendo é proporcionar a primeira experiência “profissional” a cerca de 20 estudantes da Universidade Federal do Oeste do Pará. O Projeto contratou a Consultoria e Serviço Florestal (Consflor),  a empresa júnior dos estudantes do Programa de Agroflorestas, vinculado ao Instituto de Biodiversidade e Florestas (IBEF) da Ufopa para a prestação de serviços em três contratos. A coordenação, o planejamento e a execução das ações contam com a participação de sete docentes da universidade.

Fundada em 2009, a Consflor tem entre suas finalidades, proporcionar aos seus membros condições para se colocar em prática os conhecimentos teóricos obtidos na universidade. “A empresa júnior procura fazer a integração da academia ao mundo empresarial, proporcionando aos estudantes a oportunidade de aplicar e aprimorar os conhecimentos teóricos adquiridos”, explica o diretor presidente da Consflor Helender Ueno Seelig de Souza. Para ele, outra vantagem é a satisfação profissional resultante das atividades, que visa a melhoria da produção e o repasse de informações importantes para as comunidades.

XXXXXXAtualmente a Consultoria está trabalhando na capacitação em beneficiamento de produtos dos sistemas integrados de produção e do extrativismo e outro sobre processos de gestão da produção, do beneficiamento e da comercialização.  Ambos têm objetivos de preparar produtores familiares, assentados, comunidades tradicionais, técnicos de extensão e assistência rural da área de influência da rodovia que corta o Oeste do Pará. Esses editais que a Consflor está executando fazem parte do Componente 2: Apoio às Iniciativas de Produção Sustentável do Projeto BR-163, cuja coordenação está a cargo do Departamento de Zoneamento Territorial da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente. 

XXXXXXO terceiro contrato dedica-se ao fortalecimento da capacidade de gestão florestal, através do monitoramento da dinâmica de florestas da região do Distrito Florestal Sustentável da BR-163. O colaborador da Consflor Adriano Araújo da Silva, que esteve reunido com a coordenação do Projeto BR-163 na sede da Ufopa, em Santarém, no dia 14 de setembro, explica que esse contrato tem vários objetivos: fortalecer e estruturar de forma técnica e material a Ufopa, para o gerenciamento de dados sobre a dinâmica da floresta na região; estabelecer uma base de dados sobre a dinâmica florestal especialmente das Florestas Nacionais da região; capacitar técnicos de instituições e sociedade civil da área florestal em instalação e medição de parcelas permanentes, processamento e análise de dados e coleta e identificação de material botânico; e formalizar a inclusão de parcelas permanentes instaladas e criadas na região à Rede de Monitoramento da Dinâmica de Florestas da Amazônia (Redeflor).

XXXXXXEsse último contrato citado integra o Componente 1: Manejo Florestal Sustentável do Projeto BR-163, coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro. Por ter sido o primeiro a ser assinado, o projeto de capacidade de gestão da floresta, está com as atividades mais avançadas.

Integração de atividades rurais e fortalecimento de cadeias de produtos regionais serão viabilizados pelo Projeto BR-163

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Coordenação do Projeto BR-163 e equipe do Ipam em Santarém
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) apresentou seus planos de ação para os cinco editais em que foi selecionado dentro do Componente 2: Apoio às Cadeias de Produção Sustentável do Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação. A organização não governamental mostrou as propostas para a coordenação do Projeto BR-163 na quarta-feira, dia 14 de setembro, na sua sede em Santarém. Todas as propostas serão executadas em municípios da região de influência da BR-163, no Pará.

A entidade, uma das mais reconhecidas da região Norte, receberá recursos para trabalhar aspectos do mercado e da produção de produtos da sociobiodiversidade e da segurança alimentar. Também elencou potenciais parceiros para realização das atividades, como Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Colegiados de Desenvolvimento Territorial (Codeter) do Baixo Amazonas (BAM) e da BR-163 e Secretarias de Agricultura dos municípios.

Dos oito editais do Componente 2, o Ipam irá desenvolver cinco. Conforme a coordenadora de Projetos do instituto, Rosana Costa, é uma satisfação para entidade ser parte do Projeto BR-163, pois o Ipam ajudou a traçar as primeiras linhas do Projeto em 2004.

Integração de criação de animais e agricultura à floresta

O técnico Edivan Carvalho será o responsável pelos editais 004/2001, que trata do apoio às práticas de sistemas integrados de produção, e 007/2011, onde estão previstas capacitações sobre produção de práticas produtivas sustentáveis.

O técnico em agropecuária está empolgado com o trabalho. Contou que auxiliou, através do Consócio pelo Desenvolvimento Socioambiental da BR-163 (Condessa), a montagem do Projeto. “Sonhamos com o Projeto que vai beneficiar a ponta, identificar gargalos e apontar novas formas de produção”, acrescentou.

Ele adiantou que as ações serão destinadas a agricultores que têm disposição para repassar os conhecimentos adquiridos a outros membros da comunidade. O primeiro edital citado vai desenvolver iniciativas de manejo integrado da produção sustentável nos territórios Baixo Amazonas, Transamazônica/Xingu e Tapajós/BR-163. Também identificará os problemas e as potencialidades para o planejamento das unidades produtivas e irá propor formas de participação para o melhor funcionamento dessas propriedades. Serão consolidadas três propriedades familiares, que terão sua produção diversificada e intensificada, com a integração da agricultura e da criação de animais à floresta.

A ideia é realizar as atividades em propriedades de “experimentados”, que se disponham em inovar, explicou o técnico. A equipe técnica avalia que “é melhor não começar do zero”, pois para obter sucesso mais rápido é preciso aproveitar casos onde houve o preparo de outros projetos, como o Projeto Demonstrativo, mais conhecido como PDA, gerenciado pelo Ministério do Meio Ambiente. Dessa forma, acreditam, os exemplos bem sucedidos serão mais fáceis de serem replicados.

Cadeias produtivas da banana e açaí

O edital 006/2011 prevê a realização de dois estudos de cadeia de valor. O Ipam identificou a banana e o açaí como os produtos de relevância para região para a elaboração dos mapeamentos de suas cadeias produtivas. A banana, importante componente de Sistemas Agroflorestais (SAFs) na região de influência da BR-163, e o açaí, por ser um produto da sociobiodiversidade, típico da região. O objetivo do trabalho é contribuir para o fortalecimento da comercialização da produção familiar.

A meta é levantar todas as informações já existentes sobre essas cadeias produtivas. Serão entrevistados atores dos diferentes elos das cadeias para o levantamento de informações que vão alimentar um banco de dados a partir do qual a base dos estudos será construída. Ainda serão realizadas oficinas para obtenção de informações qualitativas com produtores familiares e outros atores relevantes. Com o estudo, será analisado o valor agregado, a identificação dos obstáculos e das oportunidades de desenvolvimento das cadeias. As consultas  serão iniciadas principalmente nos mercados de Santarém, Itaituba e Altamira com atravessadores e produtores de banana e açaí.

Marca e mercado para banana, mandioca, óleos de andiroba e cupuaçu

Já para o edital 0011/2011, o Ipam realizará três estudos de mercado, que envolvem a banana, a mandioca e os óleos de andiroba e copaíba. A entidade contribuirá para melhorar as condições de comercialização da produção familiar através da produção de conhecimento. Além de sistematizar as informações obtidas, também serão aplicados questionários e realizadas entrevistas.

A partir das informações de mercado, o Ipam vai apresentar uma proposta de criação de uma marca para produtos característicos da região. A intenção é fomentar oportunidades para o mercado de produtos característicos, a fim de alavancar as vendas das mercadorias da região.

A economista do Ipam Stella Schons, que gerencia os editais sobre os levantamentos acredita que será uma oportunidade de se entender o que é necessário fazer para atender a demanda. Segundo ela, estudos com esses enfoques serão inéditos na região. “Será a primeira vez que haverá levantamentos com enfoque na produção familiar em terra firme especificamente para a área de influência da BR-163”, avaliou.

Merenda escolar reforçada com produtos regionais

XXXXXJá o edital 010/2011, que trata do apoio à produção de alimentos destinados à merenda escolar e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal, promoverá uma série de encontros, incluindo oficinas de sensibilização e de organização da produção como estratégia de comercialização. Durante o trabalho, as dificuldades e suas soluções serão relacionadas para que possam ser planejadas as metas de comercialização.

XXXXXXA proposta do Ipam é realizar ainda três encontros entre as associações das áreas envolvidas e entidades parceiras para consolidar estratégias de comercialização junto à merenda escolar e o PAA.  A articulação com as secretarias municipais de Agricultura e Educação também será costurada. O Ipam ainda promoverá a discussão de formas de execução do plano para a organização da produção e da sua comercialização. No final dos trabalhos, será realizado um encontro regional para troca de experiências de comercialização junto a merenda escolar e PAA.

Inea desenvolverá produção do extrativismo e da sociobiodiversidade

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“De fitoterápicos ao agroextrativismo, Inea executa ações em três Polos da BR-163”

Rosenildes Guimarães, coordenadora do Inea
na apresentação do Plano de Trabalho
Apoio às práticas produtivas ligadas ao extrativismo e aos produtos da sociobiodiversidade será o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia – Inea, em comunidades da área de influência da BR-163. A proposta foi apresentada no dia 15 de setembro à Coordenação do Projeto BR-163 pela equipe do Inea.

A instituição foi selecionada para executar um dos oito editais que darão seguimento as atividades do Componente 2 - Apoio às Iniciativas de Produção Sustentável do Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação, durante o período de um ano.

Ao longo da reunião foram apresentadas as atividades a serem desenvolvidas nas comunidades de São Mateus, no município de Placas (PA), Polo Transamazônica/Xingu; Jamaraquá, em Belterra (PA), Polo Floresta Nacional do Tapajós, além do Projeto de Assentamento (PA) Cristalino, em Aveiro (PA), Polo Tapajós.

Por meio do Projeto BR-163, o Inea trabalhará nos polos alternativas para o aproveitamento do potencial das espécies medicinais e aromáticas (óleo de copaíba, leite de amapá, andiroba) associados com a produção agrícola, beneficiamento do látex e à produção do couro vegetal.

A proposta de trabalho será executada em etapas que prevêem treinamentos em educação ambiental e cidadania, técnicas de identificação e coleta sustentáveis, onde serão abordados temas como: mercado, embalagem , aspecto botânico e domesticação. As capacitações também envolvem a escolha de áreas para criação de canteiros, preparo de concentrado, seleção de mudas e plantio em canteiros suspensos, assim como beneficiamento e manipulação de plantas medicinais.

Dentre os principais resultados a serem alcançados, está a sensibilização da comunidade quanto ao uso sustentável dos recursos naturais, com a expansão da agricultura familiar e do agroextrativismo em módulos de sistemas agroflorestais, para que melhore a geração de renda e a qualidade de vida das comunidades. Outra meta é que os programas públicos incorporem a produção, a prescrição e a distribuição de fitoterápicos na saúde pública.

Projeto promove oficina de Comunicação

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Oficina de Comunicação do Projeto BR-163

No dia 13 de setembro, a jornalista Silvia Marcuzzo, coordenadora de comunicação do Projeto, comandou a oficina “A comunicação no contexto do Projeto BR-163” para representantes de instituições que executam as ações dos Componentes.

XXXXXA atividade, realizada na sede do Serviço Florestal Brasileiro, em Santarém, contou com uma expressiva participação de técnicos da UR do SFB, incluindo a assessora de imprensa Fabiana Vasconcellos, a coordenadora da Regional 3 do ICMBio Rosária Sena e Wyncla Paz, do Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia.

Terceira edição do Informe traz 20 páginas

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Informe do Projeto BR-163, 3ª edição.
A terceira edição do Informe Projeto BR-163 impresso conta com 20 páginas de informações. Além das informações das ações do Projeto e das ações do governo, traz fotos dos participantes das atividades e dados explicativos sobre as atribuições das instituições de governo, como o que é o Serviço Florestal, e também sobre o que é REDD, SNUC, ICMBio, entre outros conceitos.

A manchete de capa destaca o quanto o Projeto está abrindo trilhas de conhecimento na região de influência da BR-163, com cursos de qualificação para gestão, manejo florestal, organização das comunidades e ainda repassando equipamentos e contratando serviços para o fortalecimento da Ufopa.

A página central da publicação traz uma tabela com as principais semelhanças e diferenças entre uma cooperativa ou uma associação. A edição está sendo aproveitada nas oficinas realizadas pelos técnicos da UR do Serviço Florestal.

A ideia é disponibilizar algo que os leitores querem saber com aquilo que eles precisam compreender, assim como o que representa as ações do governo e das entidades na região. Clique aqui para conferir a publicação. Se você quer a versão impressa, solicite pelo e-mail comunicaprojetobr163@gmail.com.

Parlamentares europeus conferem projetos em Santarém

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Uma delegação do Comitê de Desenvolvimento para o Brasil do Parlamento Europeu esteve visitando nos dias 23 e 24 de fevereiro comunidades e instituições onde estão em desenvolvimento ações dos Projetos Saúde e Alegre e BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação na região de Santarém. O objetivo dessa visita foi conferir as ações do Projeto BR 163 e conversar com lideranças comunitárias, para saber mais sobre a execução do Projeto.

A Comitiva esteve no primeiro dia na Flona Tapajós – Comunidade Maguary, em Belterra-PA, onde conheceu um telecentro e viu produtos feitos por látex – matéria prima de geração de renda da região - e na movelaria da Comunidade São Domingos. Já na parte da tarde os parlamentares foram à Comunidade de Suruacá, município de Santarém – Reserva Extrativista Arapiuns. As lideranças locais aproveitaram a oportunidade da visita para mostrar o trabalho da ONG Saúde e Alegria e fazer denúncias acerca da realidade da região.

No dia 24, quinta-feira, os parlamentares receberam a imprensa às 11h, no Laboratório de Manejo de Ecossistemas Florestais da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), localizado ao lado da cantina, dentro do Campus.

A comitiva teve o acompanhamento de autoridades locais e representantes das comunidades.

Na primeira parte da viagem, aconteceram ainda encontros com autoridades em Brasília.

Para saber mais

As ações do Projeto BR-163 na região de influência da BR-163 são executadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, através de sua Coordenação Regional 3 e do Serviço Florestal Brasileiro, por meio de sua Unidade Regional do Distrito Florestal Sustentável da BR-163, para consolidação das unidades de conservação,  apoio às concessões florestais e manejo florestal comunitário e familiar. O objetivo dessas ações é a capacitação para o manejo florestal sustentável, a legalização da atividade florestal, a conservação das florestas para gerar benefícios econômicos, sociais e ambientais.

O Projeto BR-163 é coordenado pelo Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente e conta com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (ONU/FAO Brasil) e recursos doados pela União Europeia.

Contatos com imprensa

Silvia Marcuzzo – 93. 8129 9767 - 51.82049890/ sfmarcuzzo@gmail.com (Projeto BR-163)
Letícia Campos – 61. 99496926/ comunicacao@gta.org.br (GTA)
Elizângela Gemaque – 93.3523 4097/5084/5091 elizangela.gemaque@florestal.gov.br  93. 9158 3473 (Serviço Florestal Brasileiro)

Projeto BR 163 realiza oficina para fomentar produção sustentável

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O Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação promove a oficina “Apoio às Iniciativas de Produção Sustentável” nos dias 24 e 25 de fevereiro, das 8h30 às 18h, no Hotel Amazônia Boulevard (av. Mendonça Furtado, 2946), em Santarém.

A atividade integra o componente “Apoio às iniciativas de produção sustentável” do Projeto, que visa estimular as ações que potencializem um desenvolvimento em harmonia com o ambiente. Participarão representantes de instituições de ensino, pesquisa e organizações da sociedade civil. Com o curso, essas entidades terão melhores condições de elaborar propostas que atendam as exigências dos editais que o Projeto BR-163 lançará durante esse ano.

Está prevista a contratação de uma série de serviços para alavancar as cadeias produtivas sustentáveis da região, entre eles, de empresas que prestem de apoio ao extrativismo e à produção ligada aos produtos da sociobiodiversidade na região de influência da BR-163.

Esse componente é executado pelo Departamento de Zoneamento Territorial da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente. O Projeto BR 163 é coordenado pelo Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente e conta com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (ONU/FAO Brasil) e recursos doados pela União Europeia.

Mais informações entre em contato com: tiago.queiroz@florestal.gov.br ou sfmarcuzzo@gmail.com

GTA recebe membros do Projeto BR 163 para discutir sobre o Componente III

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Representantes do Projeto BR 163 manifestaram contentamento com o andamento das atividades e
o compromisso manifestado pelo GTA, durante reunião com a equipe do Componente III.

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A Rede GTA Nacional recebeu hoje (10) a visita de membros do Projeto BR 163, para uma reunião sobre a retomada do componente III. Estiveram presentes no escritório, em Brasília/DF, Mauro Pires – Diretor do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Bruzzi – Coordenador do Projeto BR 163 pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Ednardo Machado – Gerente Administrativo Financeiro da UGP do Ministério do Meio Ambiente e Marcello Broggio – Oficial do Projeto da FAO.

O objetivo do encontro foi discutir a prorrogação do prazo final de execução do projeto para início de 2012, com vistas à finalização do planejamento das atividades que serão executadas no período.
Fani Mamede, Coordenadora do Componente III do Projeto BR 163, fez uma contextualização histórica acerca do projeto e das ações já executadas e apresentou a justificativa para a ampliação do prazo de conclusão do projeto.

Segundo Rubens Gomes, Presidente do GTA “o GTA quer que o Componente III alcance os resultados esperados e promova benefícios reais às comunidades da área de influência da BR 163, por isso é importante ter o envolvimento e a cumplicidade da FAO e do MMA como parceiros na execução do projeto”.

Mauro Pires do MMA afirmou que este encontro foi fundamental para renovar os votos de confiança na capacidade de execução do componente III. Marcello Broggio da FAO também manifestou seu contentamento com o andamento e o compromisso manifestado pelo GTA.
O Componente III do Projeto FAO/GCP/070/EC é executado pelo GTA com apoio da União Européia e FAO.

FONTE: Enviado por Letícia Campos (Assessora de Comunicação do GTA - Grupo de Trabalho Amazônico)

Estudo de Viabilidade Econômica para Pequenos Projetos de Desenvolvimento Comunitário

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Aconteceu no período de 27 a 29 de janeiro de 2010, em Santarém-PA, a Capacitação sobre Estudo de Viabilidade Econômica de Pequenos Projetos de Desenvolvimento Comunitário, mais uma oficina do Projeto BR 163.

Este evento foi uma realização do Centro de Estudos e Formação de trabalhadores Rurais do Baixo Amazonas (CEFT-BAM), em parceria com o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e faz parte do ciclo de qualificações para as lideranças locais no acompanhamento de políticas públicas voltadas para a BR 163.

O objetivo da oficina era discutir aspectos econômicos, riscos e oportunidades de negócios com pequenos agricultores, pescadores, sindicalistas e representantes de rádios comunitárias.

De acordo com João Raimundo Almeida, Coordenador Geral do Centro de Estudos e Formação de trabalhadores Rurais do Baixo Amazonas (CEFT-BAM), “o evento despertou o interesse dos participantes para as oportunidades que seus empreendimentos representam, ou seja, como as associações, sindicatos, e demais entidades podem trabalhar para o benefício das comunidades locais, por meio de políticas públicas ou por projetos de sustentabilidade, entre outras formas”.

A capacitação contou com a participação de cerca de 20 lideranças locais e foi avaliada como muito positiva pelos participantes. João Raimundo disse que o CEFT-BAM irá estudar a possibilidade de promover mais módulos sobre o tema ainda este semestre.

FONTE: Letícia Campos (Assessora de Comunicação do Grupo de Trabalho Amazônico - GTA)