IPAM e Projeto BR-163 promovem oficina de Capacitação em Sistemas Agroflorestais no Território da Transamazônica/Xingu

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Participantes da oficina definiram arranjos produtivos para serem implantados nos seus lotes. Para a realização das experiências foi estabelecida uma parceria entre IPAM, através do Projeto BR 163 e a SEMAGRI de Anapu que irão viabilizar insumos e assessoria técnica as famílias.
A Oficina de Capacitação em Sistemas Agroflorestais ( SAF´s) no território da Transamazônica/Xingu, realizada no período de 21 a 25 de maio de 2012, no Travessão Flamingo Sul, no Projeto de Assentamento Pilão Poente II, município de Anapu/PA, possibilitou um debate sobre a viabilidade social, econômica e ambiental do sistema, visando oportunizar uma alternativa a diversificação e recuperação ambiental de unidades produtivas familiares através da implantação de modelos produtivos que melhorem a geração de renda e alimentos.

O pesquisador do IPAM, Cássio Pereira, moderou uma discussão com os participantes sobre o histórico da prática de SAF´s na Amazônia, conceitos básicos, classificação, e as possibilidades de adaptação em distintas realidades.

Inicialmente e como estratégia para motivar a participação, foi realizado um nivelamento entre os participantes sobre o entendimento dos mesmos, relacionado ao tema SAF´s, em seguida, o grupo discutiu e elaborou um “conceito” coletivo para orientar a oficina:

Plantio de espécies agrícolas e florestais em áreas desmatadas sem o uso do fogo, utilizando adubos e/ou consorciadas com animais, gerando renda e aumentando áreas florestais para produzir oxigênio para o mundo. “Floresta fonte de vida, saúde e harmonia”

A equipe do IPAM apresentou a problemática e as consequências do uso do fogo na Amazônia, a importância da agricultura familiar e as características desejáveis em experiências de produção familiar rural, visando a implantação de modelos produtivos sustentáveis.

Trabalhou-se, também, na oficina a socialização das experiências dos plantios estabelecidos nos lotes das famílias e que a partir das discussões anteriores foram considerados como SAF´s que estão sendo desenvolvidas pelos participantes. O professor de Agromonia da UFPA-Campus Altamira, Sebastião Geraldo Augusto, contribuiu com o processo de reflexão socializando conceitos, estratégias e importância técnica, social e ambiental dos SAF´s para a região, além de fazer um recorte especifico para a cultura do cacau.

Os aspectos trabalhados na parte teórica, foram visualizados em uma visita de campo. A equipe do IPAM apresentou a problemática e as consequências do uso do fogo na Amazônia, a importância da agricultura familiar e as características desejáveis em experiências de produção familiar rural, visando a implantação de modelos produtivos sustentáveis.

Os eixos relacionados ao meio biofísico e ao planejamento e implantação de SAF´s foram mediados na discussão pelo agricultor - técnico Francisco Monteiro, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Medicilândia/PA e um dos idealizadores do projeto Roça Sem Queimar – RSQ. Ele mostrou aos participantes as formas de escolha e preparo de áreas, bem como os arranjos produtivos desenvolvidos pelo projeto RSQ, tendo a cultura do cacau como “carro- chefe” do sistema. Os participantes da oficina se envolveram de forma muito participativa nesta discussão, solicitando esclarecimentos sobre o nível de sucesso desta iniciativa.

Os participantes definiram um arranjo produtivo para servir de modelo orientador para os interessados em implantar SAF´s e após uma discussão sobre a possibilidade de implantação desse modelo orientador definido por eles, 10 agricultores/as espontaneamente se comprometeram a realizar uma experiência em seus lotes. Para registrar cada arranjo, os agricultores/as trabalharam em conjunto com os técnicos, alunos da UFPA da Casa Família Rural de Anapu- CFR na ilustração das culturas que serão implantadas no sistema e em seguida socializaram em plenária. As famílias que decidiram implantar o sistema em seus lotes irão receber do IPAM e SEMAGRI Anapu, apoio técnico e os insumos necessários.

Por fim, Felipe Resque Jr., abordou sobre os marcos legais que dispõem sobre a utilização de SAF´s no processo de recuperação de áreas desflorestadas para contabilização da área de recomposição da reserva legal.

Para realização desta ação, o IPAM contou com a parceria institucional da Universidade Federal do Pará – Campus Altamira/Faculdade de Agronomia, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Anapu, da Secretaria Municipal de Agricultura de Anapu, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Anapu, Associação de Agricultores do Travessão Flamingo Sul – AGFA e da Congregação Jardim de Deus.



Edivan Carvalho e Edimilson Sousa (IPAM)

Convite Mesa Redonda "Esclarecendo conceitos na área de gestão ambiental a nível federal"

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O Serviço Florestal Brasileiro em parceria com o Projeto BR 163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação, convida os profissionais atuantes nos meios de comunicação em Santarém para a Mesa Redonda: “Esclarecendo conceitos na área de gestão ambiental a nível federal”.


Temáticas:


Ibama: Licenciamento e fiscalização. (José Lenilson – Gerente Substituto Ibama Santarém)


ICMBio: Categorias de Unidades de Conservação. (Coordenadora da Unidade Regional III do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio)


Serviço Florestal Brasileiro: Concessões Florestais e Manejo Florestal de Baixo Impacto (Fernando Ludke – Chefe da Unidade Regional do Distrito Florestal Sustentável BR 163)

Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação: Atividades realizadas e apoiadas. (Pedro Lima – Coordenador Regional Projeto BR 163)


Data: 09 de junho de 2012

Hora: 09h00

Local: Sede do Serviço Florestal Brasileiro, Avenida Rosa Vermelha, 739 – Aeroporto Velho.



Inscrições através dos e-mails: ascomprojetobr163@gmail.com / dann.oliver@gmail.com


IPAM e Projeto BR-163 promovem oficina no Território Transamazônica/Xingu

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O objetivo da oficina é capacitar 40 produtores familiares, técnicos e alunos das casas familiares da região em técnicas de implantação e condução de Sistemas Agroflorestais.


Dando continuidade a ação de capacitação em uso de práticas produtivas sustentáveis na região de influência da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém), no estado do Pará, o IPAM e o Projeto BR-163: Floresta, Desenvolvimento e Participação promoverão no período de 21 a 25 de Maio de 2012, no Travessão do Flamingo Sul – PA Pilão Poente, no município de Anapu (Pará), a Oficina de Capacitação em Sistemas Agroflorestais – SAF´s no território Transamazônica/Xingu. Esta ação está prevista no contrato firmado entre IPAM e FAO no âmbito do componente II do Projeto BR 163, executado pelo Ministério do Meio Ambiente.

A expectativa é capacitar 40 produtores familiares e técnicos da região Transamazônica em técnicas de implantação e condução de Sistemas Agroflorestais. Metodologicamente, a oficina será orientada através de conhecimentos teóricos e práticos, os quais serão facilitados por agricultores, técnicos e pesquisadores que possuem uma larga experiência com o tema SAF´s.

A oficina abordará os seguintes temas: i) Histórico, conceitos e classificação dos SAFs na Amazônia; ii) Os SAFs e suas diversas funções; iii) Marcos legais que dispõem obre a utilização de SAFs no processo de recuperação de áreas desflorestadas para contabilização da área de recomposição da reserva legal; iv) Tecnologias apropriadas aos  SAFs; v) Noções aplicadas sobre o meio biofísico e debate sobre as potenciais áreas para implantação dos SAF’s em termos de clima, solos, relevo e disponibilidade hídrica na região e vi) Métodos de planejamento e implantação de SAF’s.

Para realização desta ação, o IPAM conta com a parceria institucional da Universidade Federal do Pará – Campus Altamira/Faculdade de Agronomia, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Anapu, da Secretaria Municipal de Agricultura de Anapu, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Anapu, Associação de Agricultores do Travessão Flamingo Sul – AGFA e da Congregação Jardim de Deus.




Edivan Carvalho e Edimilson Sousa / IPAM

Representante da Comissão Europeia visita Projeto BR-163 na região

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O Projeto BR-163 Floresta, Desenvolvimento e Participação caminha para sua finalização. Com mais de 80% do seu orçamento inicial executado, vem contribuindo na consolidação de importantes avanços na área de influência da BR-163. As atividades e resultados do Projeto se dividem em três componentes, no primeiro, temos o manejo florestal e ações
ligadas ao incentivo ao uso sustentável dos recursos naturais, no segundo, o foco é voltado ao apoio às cadeias produtivas que se destacam na região, tais como, cacau, açaí, látex entre outras, por fim, o terceiro componente, apoia o fortalecimento da sociedade civil
organizada e movimentos sociais na região. Nesse componente o projeto apoiou a reabertura de diálogos de alto nível com a Presidência da República , apoiando, desta maneira, a sociedade na cobrança das ações do Governo Federal voltadas para a região.

As atividades desenvolvidas pelas organizações parceiras do Projeto BR 163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação serão foco da missão de monitoramento que acontecerá nos dias 15 e 16 de maio nos municípios de Santarém e Itaituba. Na ocasião o consultor Simone Arzeni, da Comissão Européia fará uma segunda visita ao Projeto  avaliando os
trabalhos na região, tendo como intuito identificar os parâmetros de eficiência, impacto e sustentabilidade nas ações realizadas.

Participam da reunião representantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Consultoria e Serviço Florestal (Consflor/UFOPA), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto de Estudos
Integrados Cidadão da Amazônia (INEA), Centro de Estudo, Formação e Pesquisa dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Baixo Amazonas (Ceftbam), Escola de Educação Tecnológica do Pará (EETEPA), Fórum dos Movimentos Sociais da BR 163 e Grupos de Trabalhos de Óleos e Açaí.

Também estarão presentes no encontro, o diretor do Departamento de Zoneamento Territorial DZT/SEDR, Adalberto Eberhard, e ainda a Articuladora Nacional do Programa da Sociobiodiversidade DEX/SEDR, Rocío Ruiz, ambos do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Mais do que avaliar o andamento das ações realizadas, o encontro contribuirá na integração entre os atores envolvidos e permitirá uma visão abrangente do status atual do Projeto. 

O Projeto BR-163 é financiado pela Comissão Européia, tem apoio técnico e gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e é executado pelo MMA.

A agenda inicia às 08h45 da terça-feira (15) em Santarém, no auditório do Serviço Florestal Brasileiro, situado na Avenida Rosa Vermelha, 739, bairro do Aeroporto Velho.

O segundo dia de trabalhos acontecerá em Itaituba, na sede da Coordenação Regional do ICMBio, Avenida Haroldo Veloso, 975, Bairro Aeroporto Velho.

Serviço

O quê: Missão de Monitoramento da Comissão Europeia ao Projeto BR 163 - Floresta, Desenvolvimento e Participação
Quando: 15 de maio em Santarém e 16 de maio em Itaituba
Onde: Santarém - no auditório do Serviço Florestal Brasileiro, situado
na Avenida Rosa Vermelha, 739, bairro do Aeroporto Velho.
Itaituba - sede da Coordenação Regional do ICMBio, Avenida Haroldo
Veloso, 975, Bairro Aeroporto Velho.
Horário: a partir das 09h00 em ambos os dias

Evento do GTA reune lideranças e marca encerramento do Componente III do Projeto BR 163

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O encontro começa no dia 29, com outras atividades complementares nos dias sequentes, e reunirá mais de 150 lideranças comunitárias. A iniciativa é uma continuidade das ações realizadas no final de 2011 e início deste ano. Após três anos de execução do Projeto BR 163: Floresta, Desenvolvimento e Participação, o 2º Encontro de Santarém: socializando os caminhos, nossas reflexões e aprendizados, marcará o encerramento das atividades do Componente III: Fortalecimento da Sociedade Civil e Movimentos Sociais.

Coordenado pelo Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), em parceria com o Consórcio para o Desenvolvimento Socioambiental da BR-163 (CONDESSA), o evento acontecerá no dia 29 de março, em Santarém, e reunirá mais de 150 lideranças comunitárias. Uma ação que dá continuidade ao processo de diálogo já iniciado em 2011 durante outras atividades realizadas ao longo da rodovia Cuiabá-Santarém e em Brasília.

Entre os eventos ocorridos no âmbito desse componente destacam-se o Encontro Avaliação e Tomada de Rumos. Na oportunidade um relatório de avaliação da implementação do Plano da BR 163 Sustentável foi produzido. O documento que aponta a baixa execução do Plano foi apresentado ao governo em janeiro deste ano em uma audiência com a Casa Civil.

Nove metas foram apresentadas pelas lideranças da região como prioritárias dentro de um conjunto de ações ainda não implementadas. São elas: I) regularização fundiária, II) assentamentos rurais na Transamazônica, III) exploração sustentável de florestas, IV) RESEX e Flonas, V) assistência técnica e pedagógica, VI) rádios comunitárias, VII) luz para todos, VIII) infraestrutura e prestação de serviços e IX) planos territoriais.

O intuito agora é construir estratégias conjuntas para trazer as questões demandadas pelos comunitários para a próxima audiência agendada para acontecer no dia 12 de abril, em Brasília-DF.

Nesse contexto, o GTA promoverá o 2º Encontro de Santarém, que tem, também, o objetivo de ampliar as discussões referentes às demandas levantadas durante o Encontro de Santarém: Avaliação e Tomada de Rumo, com as lideranças de fora da área de influência da BR 163, além de compartilhar lições aprendidas.

Esse evento é uma atividade do Projeto BR-163: Floresta, Desenvolvimento e Participação, conta com o apoio técnico e a gestão financeira da FAO Brasil, recursos doados pela União Europeia e coordenação do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente. Sendo o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) o executor do componente III desse projeto.

Serviço

O quê: 2º Encontro de Santarém: socializando os caminhos, nossas reflexões e aprendizado
Quando: 29 de março (outras atividades complementares ao Componente III, Projeto BR 163 serão realizadas nos dias 30 e 31 de março)
Onde: Hotel Boulevard (Av. Mendonça Furtado, 2946, Fátima) em Santarém/PA
Horário: a partir das 08h00





Assessoria de Comunicação - Rede GTA

Oficina de monitoramento e avaliação aponta avanços do Projeto BR-163

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 Levantamento feito mostra que integração de atores potencializa a consolidação das metas do projeto.

A convite do Ministério do Meio Ambiente organizações envolvidas pelo Projeto BR-163 participaram da II Oficina de Monitoramento e Avaliação, em Santarém, nos dias 6 e 7 de maço. E constataram que houve um avanço significativo nas linhas de atuação do Projeto. 

Dentro do componente 1 o Serviço Florestal Brasileiro em colaboração com o ICMBio intensificaram suas ações de gestão ambiental no primeiro Distrito Florestal Sustentável do Brasil. Conselhos consultivos foram criados e fortalecidos, audiências públicas realizadas, editais de concessões publicados, estudos, levantamentos e diagnósticos planejados e efetivados.
No componente 2 ações de apoio a produção sustentável foram executadas. A contratação de organizações locais (IPAN, INEA e Consflor) facilitou o suporte as cadeias produtivas sustentáveis nos pólos Baixo Amazonas, Tapajós BR-163 e Transamazônica Xingu. Resultados preliminares começam a despontar na região com a implantação integrada de meliponicultura (criação de abelhas nativas) e Sistemas Agro florestais (SAF); organização da produção familiar para a comercialização junto ao Programa de Aquisição de Alimentos - PAA e a Política Nacional de Alimentação Escolar - PNAE; bem como, a comercialização de produtos do látex, a partir de novas tecnologias, estão entre os principais resultados já alcançados.
Merece destaque o fortalecimento da sociedade civil e dos movimentos sociais. O projeto vem apoiando as discussões em torno do acompanhamento do Plano de Desenvolvimento Sustentável da BR-163. O Grupo de Trabalho Amazônico com apoio do Projeto realizou dois grandes encontros em 2010 (Parintins e Santarém) e agora se mobiliza para sua assembléia anual no final de março em Santarém. A ocasião será também preparatória para reunião, que ocorrerá no mês de abril, em Brasília, com os principais Ministérios responsáveis pelas políticas públicas socioambientais para a Amazônia. Uma oportunidade da sociedade cobrar as metas não cumpridas, no âmbito do Plano BR-163 Sustentável.
"A realização da oficina foi uma oportunidade ímpar para o Projeto, pois além de trabalharmos no monitoramento e avaliação dos resultados e impactos produzidos, tivemos um intenso trabalho de integração dos componentes e seus atores, assim como de articulação com programas e políticas em curso na região" Afirmou, satisfeito, e com a missão da oficina cumprida, o Coordenador do Projeto, Pedro Bruzzi.

INEA promove mostra de produção de borracha

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Lâmina de Borracha
O Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia - INEArealiza nesta sexta-feira (09) a I Mostra de Produção de lâminas e artesanatos de látex de seringueira da comunidade de Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós(Flona). O evento visa apresentar os primeiros resultados do projeto de apoio as práticas de extrativismo da seringueira e a fabricação de artefatos do látex.

Na ocasião, os convidados conhecerão as atividades que foramrealizadas no âmbito da proposta aplicada junto aos moradores, que previa aestruturação de um núcleo comunitário para beneficiar, armazenar ecomercializar os produtos derivados da seringueira.

A ação implementada pelo INEA em Jamaraquá é apoiada pelo Projeto BR – 163 Floresta, Desenvolvimento e Participação, no âmbito do componente 2 do projeto, que prevê o apoio às iniciativas de produção sustentável. O componente 2 é executado pelo Departamento de Zoneamento Territorial da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Ministério do Meio Ambiente DZT/SEDR/MMA.

A Mostra de Produção de lâminas e artesanatos de látex da seringueira inicia às 09h30 no Barracão Comunitário da comunidade de Jamaraquá,na Flona do Tapajós, município de Belterra.

O Projeto é financiado pela Comissão Européia - CE, tem apoio técnico e gestão financeira da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO e executado pelo Ministério do Meio Ambiente.

Oficina debate impactos na área de influência da BR-163

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O Projeto BR-163 promove nos dias 06 e 07 de março sua II Oficina de Monitoramento e Avaliação. O evento realizará uma primeira discussão sobre os impactos produzidos na região, a partir dos seus 3 anos de execução. Tem como propósito também orientar possíveis adequações no curso do projeto.

Três componentes organizam os conteúdos que serão trabalhados na oficina: uso sustentável  dos recursos naturais, apoio as cadeias produtivas sustentáveis e fortalecimento da sociedade civil e dos movimentos sociais.

Estão convidados para o evento representantes de organizações governamentais e não governamentais, entre elas ICMBio, Ibama, Incra, Ideflor,Sema, Ipam, Inea, Sagri, GTA, CEFT-BAM e Coomflona. 

O Projeto BR 163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação é resultado de um amplo debate realizado entre sociedade civil, instituições não governamentais e o governo brasileiro. A iniciativa teve como ponto de partida as discussões acendidas, pela apreensão da sociedade, quanto às consequências da pavimentação da BR-163 e os impactos sobre as populações locais, sua qualidade de vida e a conservação da floresta.

 A Oficina de Monitoramento e Avaliação do Projeto BR-163, acontecerá das 8h às 18h no auditório do Serviço Florestal Brasileiro, situado na Avenida Rosa Vermelha, 739 – Aeroporto Velho.

Oficina do SFB nivela conhecimento sobre manejo no assentamento Virola-Jatobá (PA)

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“Agricultores familiares terão informações sobre etapas para a extração sustentável, normas legais e trâmites. Participantes serão levados a reflexão e debate sobre a atividade” 

O Serviço Florestal Brasileiro promove até quarta-feira, 14, uma oficina sobre manejo florestal comunitário para 40 agricultores familiares do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Virola Jatobá, no Pará. 

A extração sustentável de madeira no assentamento é recente – ocorre há apenas três anos com apoio de uma empresa – e no evento, os produtores irão aprofundar seus conhecimentos sobre o uso da floresta pelo manejo, seus benefícios e sobre o papel da comunidade no fortalecimento da atividade, a fim de conduzir ao longo dos anos, além da gestão, também a execução própria do manejo no assentamento. 

“Nosso objetivo é promover uma reflexão e levá-los a se empoderar sobre o processo do manejo, avaliar onde pretendem chegar; fazer um grande debate e avaliar como eles estão no cenário do manejo no Pará, uma vez que a comunidade tem uma relação contratual com uma empresa para exploração dos recursos madeireiros”, afirma o técnico da Unidade Regional do Distrito Florestal da BR-163 do SFB, César Tenório, que é um dos monitores. 

Os dois primeiros dias da oficina, que começou na segunda-feira,12, são dedicados a informações sobre as bases conceituais do manejo comunitário, organizações comunitárias que o realizam no Pará e na Amazônia, atividade florestal em assentamentos e oportunidades no manejo, além de trâmites nos órgãos governamentais e atores envolvidos nesse processo. 

Também serão feitas explicações sobre as etapas operacionais para a execução do manejo, com a colaboração do Instituto Floresta Tropical (IFT), além de uma apresentação sobre normas relacionadas a manejo madeireiro em áreas da reforma agrária, com foco na Instrução Normativa Nº 65 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), apresentada por um técnico do próprio órgão. 

O último dia vai privilegiar dinâmicas com os participantes sobre o passo a passo para o manejo, sobre avanços, gargalos e soluções para o manejo no assentamento, além de uma análise sobre o Virola Jatobá no contexto da adoção do manejo desenvolvido por comunidades no Pará, finalizando com uma avaliação sobre a oficina. O evento tem apoio do Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e do Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação. 

O encontro reunirá integrantes do assentamento ligados a duas organizações locais, a Associação Virola Jatobá e a Cooperativa de Produtores Agrícolas, Orgânicos e Florestais do PDS Virola Jatobá (Coopaf). A comunidade, por meio da Associação, detém um plano de manejo de impacto reduzido no qual o ciclo produtivo (retorno até a primeira área manejada) é de 15 anos. 

Como o manejo florestal trabalha em um horizonte de longo prazo – pois as técnicas ligadas à atividade tornam possível extrair produtos madeireiros continuamente com a conservação da floresta – o fortalecimento da comunidade se torna uma peça chave para obter os benefícios sociais, econômicos e ambientais que a floresta pode proporcionar. 

Com esse objetivo, integrantes do assentamento já participaram, este ano, de um curso em campo sobre manejo florestal, de um intercâmbio com a maior cooperativa de manejadores do Pará, a Cooperativa Mista da Flona Tapajós (Coomflona) e de um Diagnóstico Organizacional Participativo, promovidos pelo SFB. 

Fonte: Ascom SFB.

Organização social de trabalhos é demonstrada durante missão da FAO na área de influência da BR-163

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Líder comunitário apresenta trabalhos na Comunidade de São Mateus.
Na missão de monitoramento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), realizada em Santarém (PA), comunitários e representantes de instituições apresentaram trabalhos desenvolvidos na área de influência da BR-163. Os oficiais da FAO-Roma, Manuel Paveri e Eva Müller, além do oficial da FAO-Brasil, Marcello Broggio, realizaram encontros entre os dias 22 e 24 de novembro com as instituições e atores sociais envolvidos na execução do Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação.

Instituições no Auditório da UR DFS BR-163. 
No primeiro dia de visita o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apresentaram as ações desenvolvidas em parceria com o Projeto BR-163. As instituições estão à frente do “Componente 1 – Manejo Florestal Sustentável”. 

Durante a exposição dos trabalhos o coordenador da Unidade Regional do Distrito Florestal Sustentável do Serviço Florestal Brasileiro (UR DFS SFB), Fernando Ludke, destacou a importância da utilização tanto de produtos madeireiros como não-madeireiros para geração de renda sustentável às comunidades na área de influência da BR-163. “Não estamos vendo a floresta como bem para a exploração madeireira. Os não-madeireiros podem gerar inúmeras alternativas de emprego e renda para todas os comunitários. Exemplo disso é o açaí, fruto bastante abundante na região”, apontou Ludke. 

Na apresentação das ações da UR DFS SFB foram destacados o incentivo e criação de novas associações e cooperativas na área do Distrito Florestal Sustentável. O Serviço Florestal Brasileiro em parceria com as comunidades têm elaborado Planos de Ação Participativos, momento em que os produtores rurais discutem propostas de produção para serem implantadas nas localidades. 

No período da tarde as exposições foram dirigidas pelas entidades que congregam os componentes 2 e 3. O “Componente 2 – Apoio às Iniciativas de Produção Sustentável”, foi representado pela empresa júnior Consultoria e Serviço Florestal (Consflor) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), o Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia (Inea) e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). O “Componente 3 – Fortalecimento da Sociedade Civil e dos Movimentos Sociais” participou representado pelo Centro de Estudo, Pesquisa e Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras do Baixo-Amazonas (CEFT-BAM). 

O representante do Ipam, Antônio José Bentes, disse que tem acompanhado avanços no manejo florestal, mas atentou que a assistência técnica é um dos gargalos para a efetivação de trabalhos em comunidades. “Tenho visto durante três anos o manejo florestal progredir. Precisamos criar estratégias de ferramentas que possam disponibilizar informações ao agricultor familiar”, disse Bentes. 

Dentre os canais de comunicação para a troca de informações sobre temas relacionados à agricultura familiar, o presidente do CEFT-BAM, Venilson Taveira, apontou as rádios comunitárias como imprescindível veículo para disseminação de informação na Amazônia. Para ele “as rádios comunitárias são instrumentos dos movimentos sociais de acesso às informações vitais aos que tem pouca condição financeira”. 

As entidades que fazem parte do Componente 2 ainda discutiram a integração de agendas nos espaços onde atuam, firmando a realização de futuras oficinas para sincronização de ações. 


Comunidades na área de influência da BR-163 

Após conhecerem o que as instituições parceiras do Projeto BR-163 tem desempenhado na área de influência da rodovia Santarém-Cuiabá, os oficiais da FAO Eva Müller, Manuel Paveri e Marcello Broggio foram conferir de perto, nos dias 23 e 24, os trabalhos realizados junto às comunidades. Os encontros ocorreram em localidades centrais, possibilitando a reunião de comunidades situadas na área da influência da BR-163. 

A primeira visita foi na comunidade de São Mateus, no Projeto de Assentamento (PA) Moju, quilômetro 145 da rodovia. Na localidade o Inea iniciou a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). As principais cadeias produtivas que serão incentivadas na comunidade são: caucau, plantas fitoterápicas e oleaginosas. 

Comunitários de Igarapé do Anta (PDS).
De acordo com o engenheiro agrônomo do Inea, Paulo Lemos, já foram distribuídas 25 mil sementes de cacau aos produtores de São Mateus. “A ideia dos SAFs é enriquecer a produção agrícola. O total de 20 produtores já receberam os insumos”, informou o agrônomo. 

Para o presidente da comunidade, José Cardoso, o contato com os oficiais da FAO foi um momento de troca de experiências que pode esclarecer ainda mais a presença do Projeto BR-163 aos comunitários. “O encontro nos trouxe mais esperanças, porque, hoje - pudemos demonstrar o que já temos trabalhado e o que pretendemos alçar. Trabalhamos a organização comunitária porque queremos trazer benefícios à todas as famílias dessa comunidade. Essa reunião é algo que nos motiva, mostra que a mudança é possível, basta querer”, avaliou o líder comunitário. 

Colonos do PA Moju.
Por sua vez, na Comunidade de Igarapé do Anta, Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), foram destacadas as atividades que avançaram no apoio ao manejo florestal comunitário da Cooperativa Mista Agroextrativista dos Produtores do Anta (Comapa), fundada em 2004. Na área, Serviço Florestal e o INEA elaboraram durante o mês de setembro o inventário florestal participativo, além de desenvolverem uma série de atividades como capacitações, intercâmbio e oficinas sobre o manejo florestal comunitário. 

No Igarapé do Anta os comunitários mostraram insatisfação quanto a demora na liberação de documentação necessária, por órgãos como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), para implantar o manejo florestal no PDS. 

Segundo o presidente da Comapa, Carlos Alberto Silva, a visita da FAO à comunidade aumenta a vontade de trabalhar o manejo florestal.  “A vinda das entidades nos motiva o trabalho para que o manejo florestal comunitário possa dar certo”, afirmou Silva. 

Maria Feitosa, liderança comunitária (ao centro).
Na localidade de Corpus Christi ocorreu o encontro com demais comunidades do Projeto de Assentamento (PA) Moju. Com apoio do Instituto de Pesquisa Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, irão atuar na implantação de SAFs e a produção de mel. As ações devem fortalecer os trabalhos já desenvolvidos pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belterra (STTR-BLT). 

De acordo com o técnico em agropecuária do Ipam, Edivan Carvalho, as ações serão voltadas para incentivar a economia das comunidades. “Queremos construir esses sistemas agroflorestais para que, além de respeitar as condições ambientais da área, poder gerar renda. São 25 famílias beneficiadas numa estratégia de trabalho em diferentes comunidades. A ideia é que as unidades produtivas familiares se tornem exemplo para outras comunidades”, ressaltou Carvalho. 

Presidente da Comunidade Jamaraquá mostra 
mantas confeccionadas.
A participação das mulheres também foi marcante na missão FAO. Segundo a presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Travessão, Maria Feitosa, comunidades da BR-163 iniciam uma nova etapa sobre as funções que exercem no meio rural. Segundo ela, oportunidades são abertas para a comercialização da produção agrícola. “A maioria das pessoas que está aqui é colono. O que mais sabe é plantar, colher e vender quando tem oportunidade. Por isso, nossas expectativas são de que cada vez mais vai se gerar renda nas comunidades. Vamos aproveitar toda produção que estava se estragando”, comentou a liderança. 

As comunidades do PA Moju já iniciaram discussões para a construção de uma cooperativa. Em reunião com a Prefeitura de Belterra (PA) foi firmada a realização de duas chamadas por ano, uma a cada semestre, para a compra de produtos que sirvam à merenda escolar no município. O acordo se deu por causa da implantação dos novos SAFs no Projeto de Assentamento que devem estar prontos para colheita e comercialização no segundo semestre de 2012. 

Artesanato produzido pela comunidade foi exposto.
Na comunidade de Jamaraquá, Floresta Nacional do Tapajós, dia 24, os oficiais da FAO realizaram as visitas conclusivas da missão. Na localidade o Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia (Inea) desenvolve ações com 15 famílias. A localidade tem tradição de trabalhar com a extração de látex para a elaboração de artesanato, além trabalhar com o ecoturismo e biojóias, adornos confeccionados a partir do reaproveitamento de sementes e cipós. 

Iaranice Rodigues, presidente da Associação de Moradores e Produtores Extrativistas de Jamaraquá (Asmorja), diz que os comunitários se sentem desmotivados após passarem por experiências que não deram certo na comunidade. Por outro lado, a presidente conta satisfeita, que a partir das primeiras ações já efetuadas na localidade pelo Inea, a proposta tem tudo para dar certo. “Existem comunitários que não acreditaram na proposta, mas eu acreditei que o Projeto viria esse ano. Esperamos que outras famílias venham integrar os trabalhos, porque sabemos que há mercado para nossa produção”, afirmou Rodrigues. 

Encontro na Comunidade de Jamaraquá, Flona Tapajós.
A presidente da comunidade ainda conta que na confecção de artesanato 10 mulheres trabalham com sementes de diversas espécies. “Trabalhamos com jutaí, tento, morototó, paxiuba, açaí, uma variedade de sementes. A coleta das sementes é realizada por etapa. Cada semente tem uma safra como o jutaí que está na época. Agora o morototó está fora de safra, só iremos colhê-lo no mês de julho. Fazemos a extração das sementes conforme a floresta nos permite.” 

A Universidade de Brasília (UNB) também é parceira do Inea e já realizou capacitação com os comunitários repassando novas técnica para a construção de mantas a partir do látex, produto que permite a confecção de capas de celular, solas de sapato, bolsas, dentre outros. A Universidade tem articulado a comercialização das mantas, e já foram encomendas peças por indústrias do Acre (AC) e a Inglaterra (Europa). A comunidade de Jamaraquá também prepara a logomarca para os produtos. 


“Vejo o Projeto BR-163 se concretizar”, afirma Paveri 

Eva Müller e Manuel Paveri, oficiais da FAO-Roma.
“Vejo o Projeto BR-163 se concretizar”. A afirmação é do oficial da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO-Roma, Manuel Paverei, durante conversa com as instituições parceiras, encontro realizado na Unidade Regional do Distrito Florestal Sustentável da BR-163 do Serviço Florestal Brasileiro (UR DFS BR-163 SFB). Paveri participou das primeiras discussões para a idealização do Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação. 

O representante da FAO ainda elogiou o modo de ser brasileiro que, segundo ele, tem um povo diferente dos demais porque sempre pensa em alcançar novos objetivos, buscar e avançar. “Nossa avaliação é bastante positiva em diversos sentidos. Por exemplo, a demonstração quanto ao tremendo interesse das comunidades florestais para trabalhar de uma forma organizada, para poder manejar de modo adequado os seus recursos naturais”, destacou Paveri. 

Paveri ressaltou a preocupação com as comunidades e o pouco retorno de alguns órgãos públicos na regularização fundiária, o que acaba frustrando muitas das vezes o homem do campo. “É preocupante determinadas situações em que os esforços dos comunitários também precisam ser correspondidos pelas instituições que deveriam resolver alguns dos problemas para poder fortalecer o trabalho das comunidades. Por exemplo, a questão do licenciamento ambiental e o CAR (Cadastro Ambiental Rural), situações que emperram o desenvolvimento de trabalhos do produtor rural por não ser correspondido de acordo com suas necessidades.” 

Professora Dra. Lia Oliveira esclarece  funcionamento 
da Consflor.
De acordo com o Coordenador Nacional do Projeto BR-163, Pedro Bruzzi, o momento está proporcionando o compartilhamento de informações para a integração de atividades entre os Componentes. “Os planejamentos estão sendo compartilhados para que se tenha coordenação nas ações, não se sobreponham esforços, um trabalho deve complementar o outro. Sem dúvida nenhuma os desafios são muito grandes, mas se unirmos os trabalhos teremos resultados satisfatórios”, disse Bruzzi. 

A missão em Santarém foi concluída no dia 24 deste mês quando os oficiais da FAO participaram do I Seminário de Pesquisas Científicas na Floresta Nacional do Tapajós que ocorreu na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), campus Tapajós. Na ocasião a professora Dra. Lia Oliveira pode falar sobre a empresa júnior da universidade, a Consflor, que atua nos Componentes 1 e 2. Acadêmicos da Ufopa participaram de cursos no Instituto de Florestas Tropicais (IFT) proporcionados pelo Projeto BR-163.

Serviço Florestal forma multiplicadores em gestão de empreendimentos comunitários no manejo florestal

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Daniel Mendes, Técnico da Gerência de Florestas
 Comunitárias do Serviço Florestal, ministrou o curso. 
Capacitar multiplicadores sobre a Gestão de Empreendimentos Comunitários no Manejo Florestal para poderem atuar em organizações como cooperativas é o objetivo do curso promovido pelo Serviço Florestal Brasileiro em sua Unidade Regional do Distrito Florestal Sustentável da BR-163 (UR DSF BR-163) e Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal (Cenaflor/SFB), em parceria com o Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação. A capacitação ocorre entre os dias 5 a 9 de dezembro, no Auditório da UR DFS da BR-163/SFB, em Santarém (PA). 

Devem ser capacitadas 20 pessoas entre comunitários, moradores de dentro e do entorno da Flona Tapajós, representantes de organizações governamentais e não governamentais, além de técnicos da Unidade Regional do SFB/DFS da BR-163. O curso, de caráter teórico, abordará temas como: "Associativismo" e "Cooperativismo". 

Multiplicadores de empreendimentos comunitários
do manejo florestal
De acordo com a técnica de planejamento territorial da UR DFS da BR-163, Paula Castanho, o curso vai possibilitar aos comunitários da Flona Tapajós e demais participantes o acesso à informações sobre gestão de organizações que trabalham com a temática florestal. “Queremos capacitar e formar multiplicadores para que possam melhorar o desempenho das organizações que atuam com a questão florestal".
Segundo ela, na Floresta Nacional a Cooperativa Mista da Flona Tapajós (Coomflona) é exemplo de entidade que tem alcançado bastante êxito a partir do manejo florestal no Projeto Ambé. Ela conta que, atualmente, o Serviço Florestal, ICMBio/Flona Tapajós e demais parceiros têm buscado também, dentro da Flona, retomar os projetos anteriormente apoiados pelo Promanejo. “Também estamos implementando atividades com os produtos florestais não madeireiros e buscando retomar os projetos de movelarias, juntamente com o ICMBIo/Flona Tapajós". 

O Curso "Gestão de Empreendimentos Comunitários no Manejo Florestal - Módulo Básico para Multiplicadores” está sendo viabilizado pelo Projeto BR-163 - Floresta, Desenvolvimento e Participação, cuja execução é do Ministério do Meio Ambiente, com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO-Brasil) e recursos doados pela Comissão Europeia.

Seminário de avaliação do Componente 3 tem saldo positivo

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Jovens lideranças avaliam Componente 3
Foi realizado, durante os dias 25 a 27 de novembro, em Santarém (PA), o seminário de avaliação da execução do Componente 3: Fortalecimento da Sociedade Civil e dos Movimentos Sociais, do Projeto BR-163 -  Floresta, Desenvolvimento e Participação, pelo Polo Baixo Amazonas, coordenado pelo CEFT-BAM em parceria com o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA).

Estiveram presentes 25 representações das organizações locais que debateram os avanços e as lições aprendidas com a execução do Projeto na região do Baixo Amazonas. 

Dentre os avanços identificados se destaca a importância da qualificação de lideranças regionais por meio do ciclo de capacitações que proporcionou também o surgimento de jovens lideranças para atuarem no movimento social. 

Outro elemento destacado foi o papel do GTA como instituição catalisadora de recursos que viabiliza ações de fortalecimento organizacional às entidades filiadas, com o reconhecimento do seu papel de articuladora na execução do Projeto BR-163. 

Para o CEFT-BAM a execução dessa iniciativa no Polo Baixo Amazonas é fruto de uma discussão antiga que levou várias organizações a se reunirem e definirem um plano de ação conjunto voltado para o fortalecimento da sociedade civil e dos movimentos sociais na região. 


Conclusão das ações coletivas 


Jovens que participaram do encontro
Dias de campo com intercâmbios e oficinas de capacitação, percebemos a importância do papel das organizações no processo de qualificação dos espaços de debates que foram gerados, a troca de saberes, além de oportunidades que fizerem surgir jovens lideranças para atuarem de forma ativa nas organizações locais. São nesses momentos que se constrói e se fortalece a representatividade do movimento social. 

O Seminário de avaliação do Componente 3 do Projeto BR-163 é uma realização do Centro de Estudos e Formação de Trabalhadores do Baixo Amazonas (CEFT-BAM), em parceria com o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA). 

Essa é uma ação do Projeto BR-163 - Floresta, Desenvolvimento e Participação, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), com apoio técnico e gestão financeira da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO-Brasil) e recursos doados pela União Europeia. 

Fonte: CEFTBAM e Ascom da Rede GTA.

I Oficina em Técnicas de Artesanato em Madeira no Território BR-163

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Edivan Carvalho, Rosana Costa e Antônio José Bentes / IPAM 

"Evento realizado pelo IPAM pretende capacitar produtores familiares em técnicas de produção de artesanato. Estrutura montada será doada à comunidade." 

O IPAM realizará a I Oficina em Técnicas de Artesanato em Madeira no Território da BR-163 no período de 12 a 15 de dezembro, na vicinal dos Baianos, em Rurópolis, Pará. A oficina dará início às atividades de capacitação em uso de práticas produtivas sustentáveis na região de influência da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém), no estado do Pará. Estas ações estão prevista no contrato firmando entre IPAM e FAO no âmbito do Componente 2 do Projeto BR 163: Floresta, Desenvolvimento e Participação. 

A oficina pretende contribuir para o aumento da capacidade dos produtores familiares na aplicação de técnicas de produção de artesanato através do aproveitamento de madeiras caídas. Essa é uma abordagem que possibilita a construção de uma linha própria e diferenciada de produtos de madeira na região, de maneira que são também inseridas numa estratégia própria de comercialização. Além disso, a ação é uma forma de valorizar a floresta e o uso sustentável dos recursos florestais madeireiros e não-madeireiros no território da BR-163. 

O processo de capacitação será desenvolvido a partir das seguintes temáticas: i) Abordagens sobre estratégias de confecção de produtos artesanais diferenciados; ii) Análise acerca do uso de ferramentas alternativas na produção de artesanatos em madeira; iii) Técnicas de manutenção e fiação de ferramentas artesanais; iv) Desenvolvimento de técnicas para a produção de artesanatos em madeira; v) Aplicação prática dos conhecimentos adquiridos através de modelos de artesanatos desenvolvidos de forma participativa. 

Como estratégia de sustentabilidade da ação na região, o IPAM deixará a estrutura necessária para dar continuidade na produção de artesanatos de madeira. Assim sendo, será viabilizada uma construção física que abrigará os artesões, equipamentos, ferramentas e as bancadas onde serão confeccionados os artesanatos em madeira. Todos os equipamentos e ferramentas adquiridos para realização da capacitação serão doados à comunidade da vicinal dos Baianos para uso da comunidade nos processos sequenciais a serem estabelecidos na produção de artesanatos. 

Serviço: 

I Oficina em Técnicas de Artesanato em Madeira no Território BR -163 

Data: 12 a 15 de dezembro de 2011 

Local: Vicinal dos Baianos – Rurópolis, Pará 

Contato: Edivan Carvalho – edivan@ipam.org.br 


Fonte: IPAM.

Comunidade de Jamaraquá receberá curso de administração rural básica

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A comunidade de Jamaraquá, localizada na Flona do Tapajós, irá receber entre os dias 5 e 6 de dezembro, o curso de Administração Rural Básica. A atividade está sendo desenvolvida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia (Inea) e o Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação. 

O curso faz parte das atividades previstas no cronograma de ações que executa o plano de apoio ao extrativismo e à produção artesanal do látex da seringueira na localidade. 

O treinamento será realizado com o intuito de orientar os moradores da comunidade com relação ao desenvolvimento do agronegócio, tendo como base a difusão e implantação dos conceitos da administração rural básica. 

Outra meta da capacitação é ajudar os comunitários de Jamaraquá a implementar o gerenciamento consciente de empreendimentos; assim, colaborando para a melhoria da qualidade vida dos agricultores e suas famílias. 

O curso é viabilizado pelo Projeto BR-163 - Floresta, Desenvolvimento e Participação, executado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO-Brasil) e recursos doados pela Comissão Europeia. 

Seu objetivo é contribuir para a diminuição do desmatamento na área de influência da rodovia Cuiabá-Santarém, por meio de ações voltadas ao fortalecimento do Distrito Florestal Sustentável da BR-163, à estruturação de cadeias produtivas sustentáveis e ao fortalecimento da sociedade civil e dos movimentos sociais. 

Fonte: Ascom Inea.

Grupo de Trabalho Fortalece Discussões sobre Manejo do Açaí

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“Produtores rurais já construíram viveiro com aproximadamente 3 mil mudas” 

Cooperados na preparação de mudas do açaí

O Grupo de Trabalho (GT) Manejo do Açaí dos Conselhos Consultivos das Florestas Nacionais de Trairão e Itaituba I e II, que reúnem desde abril deste ano, tem avançado nas discussões para implementar o manejo do açaí em comunidades situadas no Distrito Florestal Sustentável da BR-163 (DFS BR-163). As ações são promovidas pela Unidade Regional do Distrito Florestal Sustentável do Serviço Florestal Brasileiro (UR DFS BR-163 SFB) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação. 

Neste ano, o GT realizou o Diagnóstico Participativo sobre o Uso do Açaí e um Plano de Ação Participativo para priorizar as demandas das comunidades. No período de 21 a 25 deste mês foi realizada a primeira demanda apontada no Plano de Ação, um curso sobre produção de mudas e construção de viveiros, realizado no Distrito Bela Vista do Caracol, no município do Trairão (PA). Representantes de comunidades do entorno das Flonas de Itaituba I, II e Trairão participaram da capacitação. O curso contou com aulas teóricas no auditório da Cooperativa Mista Agroextrativista do Caracol (Coopamcol) e atividade prática desenvolvida em área cedida por uma palmiteira da localidade. Ao final, os participantes construíram um viveiro com aproximadamente 3 mil mudas prontas para plantio em campo, previsto para o próximo período chuvoso, novembro de 2012. 

Desde agosto deste ano a Coopamcol está se mobilizando para acessar benefícios do Programa Pará Rural. No período, ocorreu a apresentação do programa aos comunitários da área de influência das Flonas de Itaituba I, II e Trairão. Os cooperados conheceram e levantaram questionamentos quanto à proposta do financiamento. 

O Pará Rural é um programa do Governo do Estado do Pará que visa o aumento da renda e melhoria das condições de vida das comunidades rurais mais pobres através de duas frentes: financiamento de processos locais produtivos e gestão fundiária e ambiental. O benefício investe em projetos da agricultura familiar de associações em todo Estado. 

A Coopamcol apresentou um projeto ao Programa com mais de 100 produtores que devem receber recursos para produção de galinha, macaxeira e carneiro. Os cooperados definiram que o recurso também será destinado à recuperação de áreas degradadas com a construção e manutenção de viveiros florestais, principalmente para produção de mudas de açaí e outras essências florestais. A finalidade do projeto é produzir polpa de açaí para melhorar a renda das famílias de agricultores. 

Açaí na BR-163 

Viveiro de açaí construído por cooperados da Coopamcol
O açaí é uma espécie que vem sendo amplamente utilizada não só na Amazônia como em todo o país. De acordo com os dados do Serviço Florestal Brasileiro o fruto é o segundo produto não madeireiro extraído das florestas naturais com aproximadamente 115,9 mil toneladas por ano. A espécie está inserida na lista de Produtos da Sociobiodiversidade e a polpa tem garantia de preço mínimo em programas governamentais. O açaí vem ganhando diversos incentivos do governo na produção e comercialização. 

Na Amazônia ocorrem duas espécies de açaí: Euterpe oleracea Mart. (açaí de touceira) e Euterpe precatoria Mart. (açaí solteiro) distribuídas pelos estados do Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá, Tocantins e Maranhão. A espécie Euterpe oleracea Mart é nativa da região e o Estado do Pará é o principal centro de dispersão natural. 

O açaí vem sendo amplamente utilizado em todo país, tanto a polpa do fruto como o palmito. Ao longo da BR163, em especial nos municípios de Trairão, Itaituba e Rurópolis há uma produção significativa de palmito em conserva, que vem gerando renda para a população local. 

As comunidades ao longo da BR-163 utilizam o açaí nativo da região, mas ultimamente está plantando a variedade do açaí precoce (BRS Pará), desenvolvida pela Embrapa Amazônia Oriental. As sementes dessa variedade foram distribuídas pela Secretaria da Agricultura do Estado do Pará (SAGRI) e Secretaria da Agricultura do município de Itaituba. 

GT para o Manejo do Açaí 

O Grupo de Trabalho é formado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam) e a Cooperativa Mista Agroextrativista do Caracol (Coopancol), responsáveis por realizar oficinas sobre manejo do açaí. 

Para a engenheira florestal da UR DFS SFB, Daniela Pauletto, as reuniões para apresentação do Programa Pará Rural serviram de estímulo e união das associações e cooperativas da região, além de representar uma oportunidade para melhoria na produção dos agricultores familiares e investimento na recuperação de áreas degradadas. 

“A atividade faz parte de uma série de interferências elaboradas a partir do Plano de Ação Participativo, firmado em agosto deste ano pelo GT junto às comunidades. A discussão sobre a atividade iniciou nas reuniões do Conselho Consultivo da Floresta Nacional de Itaituba I, onde foi elaborado um plano de trabalho com as ações e os responsáveis para desenvolvê-las ao longo do ano de 2011. Posteriormente, foi criado um Grupo de Trabalho que realizou oficinas, junto às comunidades, para realizar um diagnóstico participativo do uso do açaí na região. O público alvo do diagnóstico foram agricultores familiares residentes em comunidades do entorno das Flonas de Itaituba I, Itaituba II e Trairão que têm uma relação histórica com o uso do açaí”, explicou Pauletto. 

No ano de 2000, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios foco das ações está classificado como médio-baixo, com exceção de Itaituba que alcança o nível médio-alto. A economia do local é baseada em atividades relacionadas à agricultura familiar, pecuária e extrativismo madeireiro, sendo que o não-madeireiro necessita de fomento para a realização de atividades sustentáveis, principalmente no que se refere ao produto palmito de açaí. 

O Grupo de Trabalho para o Manejo do Açaí tem ações viabilizadas pelo Projeto BR-163 - Floresta, Desenvolvimento e Participação, executado pelo Ministério do Meio Ambiente, com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO - Brasil) e recursos doados pela Comissão Europeia. 

Seu objetivo é contribuir para a diminuição do desmatamento na área de influência da rodovia Cuiabá-Santarém, por meio de ações voltadas ao fortalecimento do Distrito Florestal Sustentável da BR-163, à estruturação de cadeias produtivas sustentáveis e ao fortalecimento da sociedade civil e dos movimentos sociais.