Integração de atividades rurais e fortalecimento de cadeias de produtos regionais serão viabilizados pelo Projeto BR-163

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Coordenação do Projeto BR-163 e equipe do Ipam em Santarém
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) apresentou seus planos de ação para os cinco editais em que foi selecionado dentro do Componente 2: Apoio às Cadeias de Produção Sustentável do Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação. A organização não governamental mostrou as propostas para a coordenação do Projeto BR-163 na quarta-feira, dia 14 de setembro, na sua sede em Santarém. Todas as propostas serão executadas em municípios da região de influência da BR-163, no Pará.

A entidade, uma das mais reconhecidas da região Norte, receberá recursos para trabalhar aspectos do mercado e da produção de produtos da sociobiodiversidade e da segurança alimentar. Também elencou potenciais parceiros para realização das atividades, como Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Colegiados de Desenvolvimento Territorial (Codeter) do Baixo Amazonas (BAM) e da BR-163 e Secretarias de Agricultura dos municípios.

Dos oito editais do Componente 2, o Ipam irá desenvolver cinco. Conforme a coordenadora de Projetos do instituto, Rosana Costa, é uma satisfação para entidade ser parte do Projeto BR-163, pois o Ipam ajudou a traçar as primeiras linhas do Projeto em 2004.

Integração de criação de animais e agricultura à floresta

O técnico Edivan Carvalho será o responsável pelos editais 004/2001, que trata do apoio às práticas de sistemas integrados de produção, e 007/2011, onde estão previstas capacitações sobre produção de práticas produtivas sustentáveis.

O técnico em agropecuária está empolgado com o trabalho. Contou que auxiliou, através do Consócio pelo Desenvolvimento Socioambiental da BR-163 (Condessa), a montagem do Projeto. “Sonhamos com o Projeto que vai beneficiar a ponta, identificar gargalos e apontar novas formas de produção”, acrescentou.

Ele adiantou que as ações serão destinadas a agricultores que têm disposição para repassar os conhecimentos adquiridos a outros membros da comunidade. O primeiro edital citado vai desenvolver iniciativas de manejo integrado da produção sustentável nos territórios Baixo Amazonas, Transamazônica/Xingu e Tapajós/BR-163. Também identificará os problemas e as potencialidades para o planejamento das unidades produtivas e irá propor formas de participação para o melhor funcionamento dessas propriedades. Serão consolidadas três propriedades familiares, que terão sua produção diversificada e intensificada, com a integração da agricultura e da criação de animais à floresta.

A ideia é realizar as atividades em propriedades de “experimentados”, que se disponham em inovar, explicou o técnico. A equipe técnica avalia que “é melhor não começar do zero”, pois para obter sucesso mais rápido é preciso aproveitar casos onde houve o preparo de outros projetos, como o Projeto Demonstrativo, mais conhecido como PDA, gerenciado pelo Ministério do Meio Ambiente. Dessa forma, acreditam, os exemplos bem sucedidos serão mais fáceis de serem replicados.

Cadeias produtivas da banana e açaí

O edital 006/2011 prevê a realização de dois estudos de cadeia de valor. O Ipam identificou a banana e o açaí como os produtos de relevância para região para a elaboração dos mapeamentos de suas cadeias produtivas. A banana, importante componente de Sistemas Agroflorestais (SAFs) na região de influência da BR-163, e o açaí, por ser um produto da sociobiodiversidade, típico da região. O objetivo do trabalho é contribuir para o fortalecimento da comercialização da produção familiar.

A meta é levantar todas as informações já existentes sobre essas cadeias produtivas. Serão entrevistados atores dos diferentes elos das cadeias para o levantamento de informações que vão alimentar um banco de dados a partir do qual a base dos estudos será construída. Ainda serão realizadas oficinas para obtenção de informações qualitativas com produtores familiares e outros atores relevantes. Com o estudo, será analisado o valor agregado, a identificação dos obstáculos e das oportunidades de desenvolvimento das cadeias. As consultas  serão iniciadas principalmente nos mercados de Santarém, Itaituba e Altamira com atravessadores e produtores de banana e açaí.

Marca e mercado para banana, mandioca, óleos de andiroba e cupuaçu

Já para o edital 0011/2011, o Ipam realizará três estudos de mercado, que envolvem a banana, a mandioca e os óleos de andiroba e copaíba. A entidade contribuirá para melhorar as condições de comercialização da produção familiar através da produção de conhecimento. Além de sistematizar as informações obtidas, também serão aplicados questionários e realizadas entrevistas.

A partir das informações de mercado, o Ipam vai apresentar uma proposta de criação de uma marca para produtos característicos da região. A intenção é fomentar oportunidades para o mercado de produtos característicos, a fim de alavancar as vendas das mercadorias da região.

A economista do Ipam Stella Schons, que gerencia os editais sobre os levantamentos acredita que será uma oportunidade de se entender o que é necessário fazer para atender a demanda. Segundo ela, estudos com esses enfoques serão inéditos na região. “Será a primeira vez que haverá levantamentos com enfoque na produção familiar em terra firme especificamente para a área de influência da BR-163”, avaliou.

Merenda escolar reforçada com produtos regionais

XXXXXJá o edital 010/2011, que trata do apoio à produção de alimentos destinados à merenda escolar e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal, promoverá uma série de encontros, incluindo oficinas de sensibilização e de organização da produção como estratégia de comercialização. Durante o trabalho, as dificuldades e suas soluções serão relacionadas para que possam ser planejadas as metas de comercialização.

XXXXXXA proposta do Ipam é realizar ainda três encontros entre as associações das áreas envolvidas e entidades parceiras para consolidar estratégias de comercialização junto à merenda escolar e o PAA.  A articulação com as secretarias municipais de Agricultura e Educação também será costurada. O Ipam ainda promoverá a discussão de formas de execução do plano para a organização da produção e da sua comercialização. No final dos trabalhos, será realizado um encontro regional para troca de experiências de comercialização junto a merenda escolar e PAA.

Inea desenvolverá produção do extrativismo e da sociobiodiversidade

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“De fitoterápicos ao agroextrativismo, Inea executa ações em três Polos da BR-163”

Rosenildes Guimarães, coordenadora do Inea
na apresentação do Plano de Trabalho
Apoio às práticas produtivas ligadas ao extrativismo e aos produtos da sociobiodiversidade será o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia – Inea, em comunidades da área de influência da BR-163. A proposta foi apresentada no dia 15 de setembro à Coordenação do Projeto BR-163 pela equipe do Inea.

A instituição foi selecionada para executar um dos oito editais que darão seguimento as atividades do Componente 2 - Apoio às Iniciativas de Produção Sustentável do Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação, durante o período de um ano.

Ao longo da reunião foram apresentadas as atividades a serem desenvolvidas nas comunidades de São Mateus, no município de Placas (PA), Polo Transamazônica/Xingu; Jamaraquá, em Belterra (PA), Polo Floresta Nacional do Tapajós, além do Projeto de Assentamento (PA) Cristalino, em Aveiro (PA), Polo Tapajós.

Por meio do Projeto BR-163, o Inea trabalhará nos polos alternativas para o aproveitamento do potencial das espécies medicinais e aromáticas (óleo de copaíba, leite de amapá, andiroba) associados com a produção agrícola, beneficiamento do látex e à produção do couro vegetal.

A proposta de trabalho será executada em etapas que prevêem treinamentos em educação ambiental e cidadania, técnicas de identificação e coleta sustentáveis, onde serão abordados temas como: mercado, embalagem , aspecto botânico e domesticação. As capacitações também envolvem a escolha de áreas para criação de canteiros, preparo de concentrado, seleção de mudas e plantio em canteiros suspensos, assim como beneficiamento e manipulação de plantas medicinais.

Dentre os principais resultados a serem alcançados, está a sensibilização da comunidade quanto ao uso sustentável dos recursos naturais, com a expansão da agricultura familiar e do agroextrativismo em módulos de sistemas agroflorestais, para que melhore a geração de renda e a qualidade de vida das comunidades. Outra meta é que os programas públicos incorporem a produção, a prescrição e a distribuição de fitoterápicos na saúde pública.

Projeto promove oficina de Comunicação

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Oficina de Comunicação do Projeto BR-163

No dia 13 de setembro, a jornalista Silvia Marcuzzo, coordenadora de comunicação do Projeto, comandou a oficina “A comunicação no contexto do Projeto BR-163” para representantes de instituições que executam as ações dos Componentes.

XXXXXA atividade, realizada na sede do Serviço Florestal Brasileiro, em Santarém, contou com uma expressiva participação de técnicos da UR do SFB, incluindo a assessora de imprensa Fabiana Vasconcellos, a coordenadora da Regional 3 do ICMBio Rosária Sena e Wyncla Paz, do Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia.

Terceira edição do Informe traz 20 páginas

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Informe do Projeto BR-163, 3ª edição.
A terceira edição do Informe Projeto BR-163 impresso conta com 20 páginas de informações. Além das informações das ações do Projeto e das ações do governo, traz fotos dos participantes das atividades e dados explicativos sobre as atribuições das instituições de governo, como o que é o Serviço Florestal, e também sobre o que é REDD, SNUC, ICMBio, entre outros conceitos.

A manchete de capa destaca o quanto o Projeto está abrindo trilhas de conhecimento na região de influência da BR-163, com cursos de qualificação para gestão, manejo florestal, organização das comunidades e ainda repassando equipamentos e contratando serviços para o fortalecimento da Ufopa.

A página central da publicação traz uma tabela com as principais semelhanças e diferenças entre uma cooperativa ou uma associação. A edição está sendo aproveitada nas oficinas realizadas pelos técnicos da UR do Serviço Florestal.

A ideia é disponibilizar algo que os leitores querem saber com aquilo que eles precisam compreender, assim como o que representa as ações do governo e das entidades na região. Clique aqui para conferir a publicação. Se você quer a versão impressa, solicite pelo e-mail comunicaprojetobr163@gmail.com.

Parlamentares europeus conferem projetos em Santarém

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Uma delegação do Comitê de Desenvolvimento para o Brasil do Parlamento Europeu esteve visitando nos dias 23 e 24 de fevereiro comunidades e instituições onde estão em desenvolvimento ações dos Projetos Saúde e Alegre e BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação na região de Santarém. O objetivo dessa visita foi conferir as ações do Projeto BR 163 e conversar com lideranças comunitárias, para saber mais sobre a execução do Projeto.

A Comitiva esteve no primeiro dia na Flona Tapajós – Comunidade Maguary, em Belterra-PA, onde conheceu um telecentro e viu produtos feitos por látex – matéria prima de geração de renda da região - e na movelaria da Comunidade São Domingos. Já na parte da tarde os parlamentares foram à Comunidade de Suruacá, município de Santarém – Reserva Extrativista Arapiuns. As lideranças locais aproveitaram a oportunidade da visita para mostrar o trabalho da ONG Saúde e Alegria e fazer denúncias acerca da realidade da região.

No dia 24, quinta-feira, os parlamentares receberam a imprensa às 11h, no Laboratório de Manejo de Ecossistemas Florestais da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), localizado ao lado da cantina, dentro do Campus.

A comitiva teve o acompanhamento de autoridades locais e representantes das comunidades.

Na primeira parte da viagem, aconteceram ainda encontros com autoridades em Brasília.

Para saber mais

As ações do Projeto BR-163 na região de influência da BR-163 são executadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, através de sua Coordenação Regional 3 e do Serviço Florestal Brasileiro, por meio de sua Unidade Regional do Distrito Florestal Sustentável da BR-163, para consolidação das unidades de conservação,  apoio às concessões florestais e manejo florestal comunitário e familiar. O objetivo dessas ações é a capacitação para o manejo florestal sustentável, a legalização da atividade florestal, a conservação das florestas para gerar benefícios econômicos, sociais e ambientais.

O Projeto BR-163 é coordenado pelo Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente e conta com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (ONU/FAO Brasil) e recursos doados pela União Europeia.

Contatos com imprensa

Silvia Marcuzzo – 93. 8129 9767 - 51.82049890/ sfmarcuzzo@gmail.com (Projeto BR-163)
Letícia Campos – 61. 99496926/ comunicacao@gta.org.br (GTA)
Elizângela Gemaque – 93.3523 4097/5084/5091 elizangela.gemaque@florestal.gov.br  93. 9158 3473 (Serviço Florestal Brasileiro)

Projeto BR 163 realiza oficina para fomentar produção sustentável

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O Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação promove a oficina “Apoio às Iniciativas de Produção Sustentável” nos dias 24 e 25 de fevereiro, das 8h30 às 18h, no Hotel Amazônia Boulevard (av. Mendonça Furtado, 2946), em Santarém.

A atividade integra o componente “Apoio às iniciativas de produção sustentável” do Projeto, que visa estimular as ações que potencializem um desenvolvimento em harmonia com o ambiente. Participarão representantes de instituições de ensino, pesquisa e organizações da sociedade civil. Com o curso, essas entidades terão melhores condições de elaborar propostas que atendam as exigências dos editais que o Projeto BR-163 lançará durante esse ano.

Está prevista a contratação de uma série de serviços para alavancar as cadeias produtivas sustentáveis da região, entre eles, de empresas que prestem de apoio ao extrativismo e à produção ligada aos produtos da sociobiodiversidade na região de influência da BR-163.

Esse componente é executado pelo Departamento de Zoneamento Territorial da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente. O Projeto BR 163 é coordenado pelo Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento da Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente e conta com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (ONU/FAO Brasil) e recursos doados pela União Europeia.

Mais informações entre em contato com: tiago.queiroz@florestal.gov.br ou sfmarcuzzo@gmail.com

GTA recebe membros do Projeto BR 163 para discutir sobre o Componente III

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Representantes do Projeto BR 163 manifestaram contentamento com o andamento das atividades e
o compromisso manifestado pelo GTA, durante reunião com a equipe do Componente III.

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A Rede GTA Nacional recebeu hoje (10) a visita de membros do Projeto BR 163, para uma reunião sobre a retomada do componente III. Estiveram presentes no escritório, em Brasília/DF, Mauro Pires – Diretor do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Bruzzi – Coordenador do Projeto BR 163 pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Ednardo Machado – Gerente Administrativo Financeiro da UGP do Ministério do Meio Ambiente e Marcello Broggio – Oficial do Projeto da FAO.

O objetivo do encontro foi discutir a prorrogação do prazo final de execução do projeto para início de 2012, com vistas à finalização do planejamento das atividades que serão executadas no período.
Fani Mamede, Coordenadora do Componente III do Projeto BR 163, fez uma contextualização histórica acerca do projeto e das ações já executadas e apresentou a justificativa para a ampliação do prazo de conclusão do projeto.

Segundo Rubens Gomes, Presidente do GTA “o GTA quer que o Componente III alcance os resultados esperados e promova benefícios reais às comunidades da área de influência da BR 163, por isso é importante ter o envolvimento e a cumplicidade da FAO e do MMA como parceiros na execução do projeto”.

Mauro Pires do MMA afirmou que este encontro foi fundamental para renovar os votos de confiança na capacidade de execução do componente III. Marcello Broggio da FAO também manifestou seu contentamento com o andamento e o compromisso manifestado pelo GTA.
O Componente III do Projeto FAO/GCP/070/EC é executado pelo GTA com apoio da União Européia e FAO.

FONTE: Enviado por Letícia Campos (Assessora de Comunicação do GTA - Grupo de Trabalho Amazônico)

Estudo de Viabilidade Econômica para Pequenos Projetos de Desenvolvimento Comunitário

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Aconteceu no período de 27 a 29 de janeiro de 2010, em Santarém-PA, a Capacitação sobre Estudo de Viabilidade Econômica de Pequenos Projetos de Desenvolvimento Comunitário, mais uma oficina do Projeto BR 163.

Este evento foi uma realização do Centro de Estudos e Formação de trabalhadores Rurais do Baixo Amazonas (CEFT-BAM), em parceria com o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e faz parte do ciclo de qualificações para as lideranças locais no acompanhamento de políticas públicas voltadas para a BR 163.

O objetivo da oficina era discutir aspectos econômicos, riscos e oportunidades de negócios com pequenos agricultores, pescadores, sindicalistas e representantes de rádios comunitárias.

De acordo com João Raimundo Almeida, Coordenador Geral do Centro de Estudos e Formação de trabalhadores Rurais do Baixo Amazonas (CEFT-BAM), “o evento despertou o interesse dos participantes para as oportunidades que seus empreendimentos representam, ou seja, como as associações, sindicatos, e demais entidades podem trabalhar para o benefício das comunidades locais, por meio de políticas públicas ou por projetos de sustentabilidade, entre outras formas”.

A capacitação contou com a participação de cerca de 20 lideranças locais e foi avaliada como muito positiva pelos participantes. João Raimundo disse que o CEFT-BAM irá estudar a possibilidade de promover mais módulos sobre o tema ainda este semestre.

FONTE: Letícia Campos (Assessora de Comunicação do Grupo de Trabalho Amazônico - GTA)

INFORME ELETRÔNICO - Nº1

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(clique na imagem para visualizar no tamanho que desejar, utilizando ctrl+ /ctrl-)






Seminário em Santarém discutiu o presente e o futuro do Projeto BR 163

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Ana Flora Caminha
O Ministério do Meio Ambiente realizou no dia 6 de dezembro de 2010 um balanço de suas iniciativas no Oeste do Pará durante o seminário "Ações do MMA na Região da BR-163: Avanços e Desafios". O evento, organizado pelo Projeto BR 163 - Floresta, Desenvolvimento e Participação, contou com mais de 200 participantes em Santarém. Durante o evento, foram lançados oito editais - já apresentados e debatidos com os interessados - que somam um milhão de reais para fomentar o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis. Foram doados também cinco veículos 4X4 para instituições de atuação local. O Projeto BR 163 é executado pelo MMA e conta com o apoio técnico e a gestão financeira da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (ONU/FAO) e recursos doados pela Comissão Europeia.
Várias ações em desenvolvimento na região de influência da BR 163, onde está sendo consolidado o primeiro Distrito Florestal Sustentável (DFS) do País, foram conferidas pela plateia, que debateu, fez sugestões e críticas ao andamento do trabalho. Para o ministro interino do Meio Ambiente, José Machado, "o planejamento participativo é uma das ações mais interessantes e promissoras que estamos construindo no Brasil nos últimos anos."

O evento contou com a presença de representantes de várias esferas, desde a Comunidade Europeia, ONU/FAO, Banco da Amazônia, BNDES, do governo do Estado do Pará, prefeituras, até representantes de sindicatos, colônia de pescadores e do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e, também os porta vozes dos órgãos públicos que atuam direto na região, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e departamentos do MMA que tem foco especial na região, como o de Zoneamento Territorial (DZT) e o de Políticas de Combate ao Desmatamento da Amazônia (PPCDAM). O Ministério de Desenvolvimento Agrário também marcou presença. Todos mostraram caminhos para conciliar o impacto da pavimentação da rodovia que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA) a modelos visando à sustentabilidade. As ações se concentram no combate ao desmatamento, a promoção do desenvolvimento sustentável e, fundamentalmente, na ampliação da presença do Estado na região.

José Machado destacou as complexidades da área, que apresenta muitas demandas e exige para a continuidade das ações, uma coesão política e mobilização social. Pela manhã, foram apresentadas informações sobre ordenamento territorial e áreas protegidas, com detalhamentos sobre: o Zoneamento Ecológico Econômico; o trabalho do Instituto Chico Mendes e a gestão de unidades de conservação; e o controle e fiscalização ambiental feitos pelo Ibama. Pela tarde, foram tratados os temas do uso sustentável dos recursos naturais, com apresentações sobre: gestão de florestas públicas; Projeto Gestar de gestão territorial rural; cadeias produtivas da sociobiodiversidade e o andamento dos três componentes do Projeto BR-163: manejo de florestas .

A região já conta com 9.029 propriedades com o Cadastro Ambiental Rural, ou 23% do total da região do oeste do Pará. Vale ressaltar ainda que o DFS abrange 18 mil Km2 de Unidades de Conservação, entre Florestas Nacionais, que permitem o uso sustentável e Parques Nacionais, para proteção da biodiversidade. O Ibama efetuou 100 autos de infração, 240 milhões de reais em multas e 12 mil hectares de áreas embargadas durante a Operação Boi Pirata II.

Investimento em conhecimento - Com o objetivo de apoiar o investimento em conhecimento voltado para a realidade regional da Amazônia, o ministro interino José Machado visitou o campus Tapajós da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Dois acordos de cooperação com a Ufopa estão em andamento. Um diz respeito ao curso de especialização em ecoturismo, voltado para um novo desenvolvimento para a região, e outro para a descentralização de recursos para a realização, em março de 2011 em Santarém, da 15ª Plenária da Base Compartilhada de Dados sobre a Amazônia (BCDAm).
O Projeto BR 163 doou diversos equipamentos para a universidade e promove, junto com o Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal (Cenaflor) do Serviço Florestal Brasileiro, cursos de capacitação de manejo sustentável.
A Ufopa é a primeira instituição de ensino superior federal a se instalar no interior da Amazônia, com campi em Santarém, Itaituba, Juruti, Oriximiná, Óbidos, Alenquer e Monte Alegre. Seu diferencial é o modelo acadêmico com um bacharelado interdisciplinar voltado para a realidade e história econômicas da Amazônia, cujo profissional é desejado que seja capaz de solucionar questões ambientais, sociais e econômicas. Para 2011 são esperados 80 alunos para o curso de engenharia florestal, 40 para agronomia, 40 para farmácia e outros 40 para zootecnia.
Histórico - A zona oeste do Pará, que engloba o território sob a influência da BR 163, tem 33 mil km2 ou 33 milhões de hectares. A título de comparação, a área equivale a 2,41 vezes o estado do Acre, 1,45 o estado de Roraima e 1,35 o estado de São Paulo.
As ações e políticas executadas na Amazônia, por meio do Plano BR-163 Sustentável, têm por objetivo levar à implementação de um novo modelo de desenvolvimento pautado na valorização do patrimônio sociocultural e natural, na viabilização de atividades econômicas dinâmicas e inovadoras e no uso sustentável dos recursos naturais, levando em consideração a elevação da qualidade de vida da população em geral.
O Projeto BR 163 Floresta, Desenvolvimento e Participação foi criado para amenizar os impactos socioambientais do asfaltamento da estrada, já que o Projeto BR-163 Sustentável muito mais abrangente, com a participação do governo como um todo é fortalecer a presença do Estado na região por meio de ações divididas em quatro eixos: ordenamento fundiário e territorial, monitoramento, controle e gestão ambiental; fortalecimento da segurança pública, infra-estrutura de transporte e energia; fomento a atividades produtivas sustentável; e inclusão social e promoção da cidadania.

Imagens do evento em Santarém

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Abaixo, algumas imagens que ilustram a expressiva participação das comunidades da região de influência da BR 163.

A mesa de abertura contou com a participação do ministro interino José Machado, de representantes da FAO, Comunidade Europeia, Governo do Estado do Pará, entre outras autoridades.

Representantes de vários setores da BR 163 estiveram presentes.  


Ministro Interino José Machado, destacou o comprometimento da comunidade que abraçou a causa da Amazônia e o planejamento participativo para realização das ações na região.

Pedro Bruzzi Lion, Coordenador Nacional do Projeto BR 163.

Julio Pinho, do Departamento de Extrativismo do MMA e Carcius Azevedo, do Coordenador Nacional do Projeto GESTAR.

Evento em Santarém reuniu extrativistas, pesquisadores, lideranças e técnicos para discutir boas práticas na produção de óleos vegetais

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Aconteceu em Santarém entre os dias 22 a 25 de novembro a Oficina para consolidação das boas práticas de Manejo Florestal para as espécies Andiroba (Carapa guianensis Aubl.) e Copaíba (Copaífera ssp). Esta atividade é resultado da articulação entre órgãos do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério de Agricultura e da Embrapa por meio do Projeto Kamukaia e conta com o envolvimento de participantes do Grupo de Óleos do Oeste do Pará e apoio do Projeto BR 163: Floresta, Desenvolvimento e Participação.
Além da discussão de documentos base sobre boas práticas de coleta, beneficiamento, tratos silviculturais e monitoramento, entre outros assuntos, foram elaborados pelo grupo presente documentos com as diretrizes para as etapas do manejo florestal de andiroba e copaíba em florestas nativas. O entendimento da necessidade da elaboração dessas diretrizes está na concepção de que os recursos florestais são finitos, a racionalização e a perpetuação do uso destes necessitam de planejamento, tanto das ações do uso diretamente, como das ações que promovam a conservação da produção e da floresta.
Esta ação teve apoio do Projeto BR 163, que tem como objetivo integrar a melhoria da qualidade de vida dos povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares com o crescimento econômico do país e a conservação dos recursos naturais e na tematica de óleos está sendo realizado pela consultora Valéria Pereira o Levantamento do Potencial de Produtos Florestais Não Madereiros na Área de Influência da BR 163. Este levantamento cobre 18 município do Oeste Paraense e visa mapear e caracterizar o mercado desses produtos na região. Na opinião da consultora “a importância da oficina está principalmente na integração dos conhecimentos entre os diversos setores presentes, pois o que se busca no final é integrar a melhoria da qualidade de vida dos povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares com o crescimento econômico do país e a conservação dos recursos naturais”.
Estiveram presentes nesta discussão técnica sobre o manejo das espécies representantes dos 7 estados da Amazônia, entre eles representantes da Embrapa dos estados do Amapá e Acre, técnicos da Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar do Estado do Acre (Seaprof), pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), da Universidade de São Carlos/SP, da ESALQ/USP, técnicos do Serviço Florestal Brasileiro, do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (IDEFLOR), do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM), do Escritório Regional do IBAMA de Santarém, Escritório local do ICMBIO de Santarém, representantes do MAPA, da EMATER local, do Centro de Trabalhadores da Amazonia (CTA), do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, do WWF – Brasil, da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, do Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia (INEA), do Programa Regional SEPE/MT , e agricultores extrativistas da Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia Sardinha (ASPACS), da Associação Comunitária Nova Olinda de Itaituba, comunitários da Flona Tapajós e da Cooperativa Mista da FLONA Tapajós (COOMFLONA).















Imagens de Adriene Coelho (Consultora FAO/Comunicação) e Valéria Pereira (Consultora FAO/Levantamento de Produtos Não Madereiros).

GTA realiza oficina de retomada do componente 3 no Projeto BR 163: Floresta, Desenvolvimento e Participação.

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Nos dias 24 e 25 de novembro em Santarém estiveram reunidos diretores e técnicos do GTA junto com os representantes dos Pólos Baixo Amazonas, Transamazônica Xingu (Altamira), BR 163 Tapajós (Itaituba) e Lucas do Rio Verde (Mato Grosso) para discutir e planejar a retomada das ações do componente 3  na área de influencia da BR 163. Nesta oportunidade o GTA, responsável direto pela execução do componente, já havia contratado a nova Coordenadora Nacional do Projeto para o Componente 3, Fani Mamede, que participou do evento.
Na opinião de Fani “além da elaboração de uma proposta de realinhamento do projeto, visando a sua retomada, os debates realizados foram enriquecidos com profundas reflexões sobre o cenário atual vivido pelas comunidades locais como, por exemplo, os impactos gerados pelos grandes projetos planejados e em implementação que devem ser tratados no desenvolvimento do projeto nessa nova fase. A falta de integração das ações e de troca de informações entre os três componentes do projeto também foi objeto de avaliação e de encaminhamentos concretos das lideranças e da coordenação do Condessa presentes no evento.”
Na seqüência o GTA organizou, através do Observatório do REED, em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o Instituto Socioambiental (ISA) e o  Comitê Multissetorial de Elaboração e Revisão dos Princípios e Critérios Socioambientais de REDD+, a Oficina de Capacitação do Observatório do REDD que aconteceu no dia 26 de novembro de 2010, a partir das 8h, no Fórum Social Pan Amazônico, em Santarém/PA.
O evento teve o propósito de reunir lideranças regionais para nivelar conceitos, analisar políticas relacionadas a mudanças climáticas consideradas prioritárias e definir posicionamentos e estratégias de influência sobre as políticas analisadas.
Padre Arno Miguel Longo, do Fórum dos Movimentos Sociais da BR 163, ong com sede em Itaituba.

Nilfo Wandscheer presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Lucas do Rio Verde - MT 

Fani Mamede, a nova Coordenadora Nacional do Projeto BR 163 para o Componente 3 - GTA

Seminário "Ações do MMA na Região da BR 163" acontece em Santarém no próximo dia 6/12

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(Clique nas imagensa para ampliar)

Projeto BR 163 apóia capacitação sobre empreendimentos florestais em Itaituba

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O Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal (Cenaflor) com o apoio do Projeto BR 163: Floresta, Desenvolvimento e Participação, realizou de 11 a 13 de novembro, no Auditório do Hotel Riozinho, no município de Itaituba, o curso “Gestão de Empreendimentos Florestais Comunitários – Módulo Básico”. Estiveram presentes 26 agricultores extrativistas assentados do Projeto de Assentamento Cristalino I,do Projeto Cristalino II, do Projeto de Assentamento Tapajós e também 4 alunos da Escola Estadual Tecnológica do Pará (EETEPA).
O curso abordou, de forma geral, os temas associativismo, cooperativismo e gestão de empreendimentos comunitários, um trabalho executado pelo Serviço Florestal Brasileiro com apoio do Projeto BR 163. O objetivo era transferir conhecimentos básicos e necessários para um bom funcionamento dos negócios, tendo como missão o desenvolvimento de empreendimentos comunitários autônomos, independentes, profissionalmente geridos e capazes de usar os recursos florestais de forma sustentável.
Segundo Reinaldo Carvalho, presidente do PA Cristalino I,  a necessidade dessa capacitação para os presentes, além do aprendizado sobre o que é Manejo Florestal Comunitário, é essencial para aprender a trabalhar melhor em grupo, pois as associações que atuam na região possuem pouca informação sobre boas práticas de gestão administrativa e financeira.
Reinaldo chamou também a atenção para que este tipo de atividade é importante para incentivar os assentados a não abandonar suas terras , pois “com este incentivo que é aproveitar o que todos os lotes tem sem fazer derrubada, queimada, cada morador vê que é possível melhorar sua renda e sua vida e fica mais otimista”. E lembra que “ainda estamos começando e precisamos muito que o governo olhe para a nossa situação e façam deste sonho uma realidade. Nós estamos dando nossos passos, mas com o apoio de vocês nós chegaremos longe, porque nosso assentamento é muito rico e tem pessoas que estão motivadas para trabalhar e aprender”.
O PA Cristalino foi criado em 1988, com a extensão de 9.695 ha, possuindo uma relação de beneficiários composta por 193 famílias, que estão dividas em várias comunidades. O assentamento possui hoje duas organizações sociais consolidadas, porém fragilizadas pela falta de informações e conhecimento na gestão administrativa. Conforme o relatório final do Inventário Florestal Participativo de Espécies Florestais Oleaginosas realizado no PA Cristalino I em abril de 2010, os moradores deste  assentamento têm uma relação com a floresta bastante consistente e fazem uso de diversos produtos florestais, principalmente não madeireiros, como andiroba e copaíba, entre outros, o que justificou a realização desta atividade.
Para Hélio Silva Pontes, Gerente Executivo de Florestas Comunitárias do Serviço Florestal Brasileiro, um dos instrutores do curso, este curso de capacitação tem um caráter nivelador abordando noções gerais sobre organização e administração de associações e cooperativas direcionadas para as comunidades tradicionais e agricultores familiares que trabalham ou pretendem trabalhar com o manejo das florestas públicas.  Utilizando-se de dinâmicas de grupo, recursos visuais e exercícios práticos, foram aprofundadas informações sobre as formas jurídicas de comunidades, princípios do cooperativismo, gestão administrativa, planejamento e gestão de conflitos.
Vejam algumas fotos: